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Vídeo: Lula diz que guerra tarifária começa quando ele responder Trump

Presidente está no Chile para participar de reunião em defesa da democracia. Encontro ganhou novos contornos, em meio à crise com os EUA

atualizado

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Alex Ibañez/Governo do Chile
Foto colorida do presidente Lula - Metrópoles
1 de 1 Foto colorida do presidente Lula - Metrópoles - Foto: Alex Ibañez/Governo do Chile

Chile – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse, nesta segunda-feira (21/7), que a guerra tarifaria entre o Brasil e os Estados Unidos vai começar quando ele responder o presidente norte-americano, Donald Trump. O petista está em Santiago, capital do Chile, para participar da Reunião de Alto Nível “Democracia Sempre”, que também conta com os chefes de Estado do Uruguai, Colômbia e Espanha.

“Nós não estamos numa guerra tarifária. Guerra tarifária vai começar na hora que eu der resposta ao Trump, se não mudar de opinião. Porque as condições que o Trump impôs não foram condições adequadas. Ninguém pode, sabe, ameaçar um partido com uma decisão judicial. Quem sou eu pra tomar a decisão diante da Suprema Corte?”, disse Lula.

Veja a fala do presidente:

O chefe do Palácio do Planalto desembarcou em território chileno acompanhado dos ministros Mauro Vieira (Relações Exteriores) e Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais). O primeiro compromisso de Lula foi um jantar oferecido pelo presidente do Chile, Gabriel Boric, no Ministério das Relações Exteriores do país. O presidente do Uruguai, Yamandú Orsi, também participou.

Visita ao Chile em meio à pressão do tarifaço

A visita de Lula ao Chile ganha novos contornos em meio à pressão feita pelos Estados Unidos nos últimos dias. O presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou que, a partir de 1º de agosto, os produtos brasileiros passarão a ser taxados em 50%. Segundo ele, a medida seria uma resposta à suposta “caça às bruxas” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Além disso, o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) abriu uma investigação contra o Brasil por alegadas práticas desleais no comércio bilateral.

O governo norte-americano tem aumentado as ofensivas contra o Brasil com o intuito de que o Supremo Tribunal Federal (STF) encerre as ações judiciais contra Jair Bolsonaro. Apesar disso, o ministro Alexandre de Moraes, da Suprema Corte, determinou medidas cautelares contra o ex-presidente, que é monitorado por tornozeleira eletrônica desde sexta (18/7).

“O cidadão que ele defende tá sendo julgado por um crime que ele cometeu e que está nos altos do processo, dito por eles próprios, não é por mim. A segunda coisa é que nós, no Brasil, vamos fazer respeitar as leis para as empresas brasileiras e para as empresas americanas”, salientou Lula. “Não tem essa de um poder ser punido, outro não. Todos serão tratados em igualdade de condições. E a terceira coisa também foi a falta de conhecimento do presidente Trump sobre a questão do superávit comercial.”

Negociações

Lula ressaltou que não pode interferir nas decisões da Suprema Corte e que no Brasil, tanto as empresas brasileiras quanto norte-americanas irão ser julgadas pela legislação vigente.

O presidente designou Geraldo Alckmin, vice-presidente, para coordenar as negociações com os Estados Unidos. O petista ainda enfatizou que o governo irá utilizar a Lei da Reciprocidade Econômica, aprovada neste ano pelo Congresso Nacional, para responder à investida norte-americana.

A legislação permite que o Brasil adote medidas proporcionais contra outros países ou blocos econômicos que aplicam ações de forma unilateral e que prejudicam a atividade econômica brasileira.

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