No Chile, Lula cita “nova ofensiva antidemocrática” no mundo. Vídeo

Encontro de presidentes acontece em meio a investidas de Donald Trump contra o Brasil e também contra o Chile, que teve cobre taxado

atualizado

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Ricardo Stuckert / PR
Foto colorida do Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, Presidente da República do Chile, Gabriel Boric durante Fotografia oficial. Palácio de La Moneda - Santiago - Chile - Metrópoles
1 de 1 Foto colorida do Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, Presidente da República do Chile, Gabriel Boric durante Fotografia oficial. Palácio de La Moneda - Santiago - Chile - Metrópoles - Foto: Ricardo Stuckert / PR

Chile – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse, nesta segunda-feira (21/7), que o mundo enfrenta uma nova “ofensiva antidemocrática”, em que as instituições estabelecidas estão sendo colocadas em descrédito. A declaração do petista acontece durante a reunião de Alto Nível Democracia Sempre, realizada no Palácio de la Moneda, sede do governo do Chile, em Santiago.

Veja vídeo: 

 

“Vivenciamos uma nova ofensiva antidemocrática, para reagir a esse movimento Espanha e Brasil, promoveram um encontro à margem da Assembleia Geral da Nações Unidas em setembro do ano passado. De lá para cá, a situação do mundo se agravou”, disse Lula.

“O quadro que enfrentamos exige ações concretas e urgentes. A reunião de hoje, organizada pelo presidente Boric, é um passo nesta direção. A democracia liberal não foi capaz de responder aos anseios de necessidades contemporâneas. Cumprir o ritual eleitoral a cada quatro ou cinco anos não é mais suficiente. O sistema político e os partidos caíram em descrédito. Por essa razão, conversamos sobre o fortalecimento das instituições democráticas e do multilateralismo em face dos sucessivos ataques que vem sofrendo”, completou o petista.

A declaração do chefe do Palácio do Planalto tem como pano de fundo as ações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra os produtos brasileiros. Segundo o líder norte-americano, as exportações brasileiras para o mercado dos Estados Unidos serão taxadas em 50% a partir de 1º de agosto.

As ações de Trump, no entanto, não se limitam ao Brasil. O cobre, principal produto exportado pelo Chile, também deverá ser taxado em 50%, segundo o presidente dos Estados Unidos. Diferente de Lula, o presidente do Chile, Gabriel Boric, tem adotado um discurso mais contido, defendendo a busca de novos mercados internacionais em meio a guerra comercial travada por Trump.

As primeiras taxas apresentadas por Trump, de maneira geral, foram de 10% para América Latina, 20% para Europa e 30% para Ásia, sendo a China o mais afetado com mais de 100% de alíquota adicional na venda de itens para os Estados Unidos.

Apesar disso, Trump tem ampliado a guerra comercial internacional, aumentando a ofensiva contra o Brasil. Segundo o presidente dos Estados Unidos, as medidas adotadas contra o comércio brasileiro acontecem em virtude do que ele chamou de “caças às bruxas” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Reunião no Chile

A reunião de Alto Nível Democracia Sempre tem como objetivo construir um posicionamento conjunto em defesa da democracia e do multilateralismo. A agenda deverá apresentar um posicionamento que será basilar para a próxima Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em setembro.

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