Veja quais presos políticos podem ser libertados na Venezuela
Nomes de presos políticos de alto perfil começam a circular após Venezuela anunciar solturas como “gesto unilateral de paz”
atualizado
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Os primeiros nomes de presos políticos que podem ser libertados na Venezuela começaram a circular nesta quinta-feira (8/1), após o governo interino venezuelano anunciar a liberação de um “número importante” de detentos.
A medida foi apresentada pelas autoridades chavistas como um gesto unilateral para consolidar a paz, em meio ao novo cenário político aberto após a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos.
Nomes sondados
Entre os nomes citados por veículos da imprensa internacional estão o da advogada Rocío San Miguel, referência em temas militares e diretora da ONG Controle Cidadão, e o do ex-candidato à Presidência Enrique Márquez, ambos considerados presos de alto perfil durante o governo Maduro.
Também aparecem nas listas não oficiais Juan Pablo Guanipa, ex-vice-presidente da Assembleia Nacional, e o jornalista venezuelano Roland Carreño.
Apesar da repercussão, ainda não há confirmação oficial sobre quais detentos serão beneficiados.
Prisões emblemáticas
Rocío San Miguel foi presa em fevereiro de 2024, acusada pelo regime chavista de envolvimento em uma suposta tentativa de golpe.
Especialista em assuntos militares, ela se tornou uma das vozes mais respeitadas da sociedade civil ao analisar a atuação das Forças Armadas venezuelanas — um dos temas mais sensíveis para o chavismo.
Já Enrique Márquez foi detido em janeiro de 2025, sem que acusações formais fossem tornadas públicas.
Também circulam como possíveis libertados Perkins Rocha, advogado da líder oposicionista María Corina Machado, e Rafael Tudares, genro do ex-diplomata Edmundo González Urrutia.
Anúncio oficial
Segundo ele, as liberações começaram “a partir deste exato momento”, embora sem detalhamento sobre datas, critérios ou quantidade de beneficiados.
“É um gesto unilateral do governo bolivariano, com a intenção de contribuir para a convivência pacífica do país”, afirmou Rodríguez.
O parlamentar negou que a decisão tenha sido fruto de negociação com outros governos, mas agradeceu a atuação de mediadores internacionais, como o ex-primeiro-ministro da Espanha José Luis Rodríguez Zapatero, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governo do Catar.






