Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Mundo

"Vamos unir o país", promete Giorgia Meloni após eleições na Itália

Partido de extrema direita saiu vitorioso das eleições deste domingo (25/9). Meloni será a primeira mulher no cargo de primeira-ministra

26/09/2022 08:30, atualizado 26/09/2022 09:33
Franco Origlia/Getty Images
Giorgia Meloni é primeira-ministra da Itália, eleita em outubro de 2022

Líder da extrema direita da Itália, Giorgia Meloni prometeu unir o país no primeiro discurso após o partido declarar vitória nas eleições deste domingo (25/9). Com o resultado e após a confirmação do presidente, Sergio Matarella, ela deverá se tornar a primeira mulher a assumir o cargo de primeira-ministra italiana.

Meloni é líder do partido Irmãos de Itália, sigla italiana de extrema direita que tem suas raízes no fascismo. Esta é a primeira vez que um governo tão conservador assume o poder desde Benito Mussolini, antes da 2ª Guerra Mundial. Apesar da inclinação, ela prometeu governar “para todos”.

“Se fomos escolhidos para governar este país, nós o faremos por todos os italianos, com a vontade de unir o povo e de nos concentrarmos naquilo que nos une, e não naquilo que nos divide”, disse, em um discurso logo após o anúncio dos resultados. “Chegou a hora da responsabilidade.”
“Vamos unir o país”, promete Giorgia Meloni após eleições na Itália - destaque galeria
6 imagens
Meloni se elegeu com uma coalizão de partidos de direita
Giorgia Meloni celebra a vitória na Itália, que a coloca como nova primeira-ministra
A primeira-ministra apoia governos autocráticos, como a Hungria
Meloni já afirmou que Benito Mussolini foi um líder que "fez muito" pela Itália
Meloni durante a campanha: extrema direita ganhou força na Itália
Meloni é integrante do partido de extrema direita Irmãos da Itália
1 de 6

Meloni é integrante do partido de extrema direita Irmãos da Itália

Riccardo De Luca/Anadolu Agency via Getty Images
Meloni se elegeu com uma coalizão de partidos de direita
2 de 6

Meloni se elegeu com uma coalizão de partidos de direita

Instagram/Reprodução
Giorgia Meloni celebra a vitória na Itália, que a coloca como nova primeira-ministra
3 de 6

Giorgia Meloni celebra a vitória na Itália, que a coloca como nova primeira-ministra

Riccardo De Luca/Anadolu Agency via Getty Images
A primeira-ministra apoia governos autocráticos, como a Hungria
4 de 6

A primeira-ministra apoia governos autocráticos, como a Hungria

Instagram/Reprodução
Meloni já afirmou que Benito Mussolini foi um líder que "fez muito" pela Itália
5 de 6

Meloni já afirmou que Benito Mussolini foi um líder que "fez muito" pela Itália

Instagram/Reprodução
Meloni durante a campanha: extrema direita ganhou força na Itália
6 de 6

Meloni durante a campanha: extrema direita ganhou força na Itália

Instagram/Reprodução

Meloni lembrou a trajetória do partido, no período em que a legenda passou de um grupo marginal de extrema direita para se tornar a força política mais influente da Itália, consagrada pelas eleições deste domingo.

“Para muitos de nós, esta é uma noite de orgulho, redenção, lágrimas, abraços, sonhos e memórias”,  afirmou Meloni, em pronunciamento às 2h30 (horário local). “Este é um ponto de partida, não uma linha de chegada. A partir de amanhã, temos que provar nosso valor”, destacou, em uma fala carregada de emoção.

A decisão final sobre quem será o próximo premiê da Itália, no entanto, cabe ao presidente. O passo será dado até o final de outubro, após conversa de Sergio Matarella com líderes do partido.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

Os votos não foram totalmente contados, mas o partido Irmãos da Itália tem a vitória assegurada com 26% dos votos. A chapa dos partidos Irmãos da Itália, de Giorgia Meloni; Liga, de Matteo Salvini; e Força, Itália, de Silvio Berlusconi; deve reunir 43,85% dos votos. Desta forma, a coalizão pode obter a maioria nas duas Casas Legislativas, sem precisar negociar com outras forças.

Renúncia

O presidente da Itália, Sergio Matarella, aceitou em 21 de julho a renúncia do primeiro-ministro Mario Draghi. Na ocasião, ele dissolveu o Parlamento e antecipou as eleições no país. A decisão significa um ponto final ao período de estabilidade no poder italiano, depois que a nação mergulhou em uma crise política ocasionada por um colapso da coalizão governista.

O clima de tensão se instaurou após o partido Movimento 5 Estrelas (M5E, sigla em português) decidir boicotar uma votação crucial no Senado, que tinha a validade de voto de confiança do governo. Apesar de conseguir os números necessários para um resultado favorável, o premiê saiu da sessão enfraquecido politicamente.