Valem R$ 6 bilhões: 14 t de anfetaminas do Estado Islâmico são apreendidas

Valor da droga está avaliado em um bilhão de euros no mercado. Segundo a polícia italiana, é a maior apreensão do tipo no mundo

atualizado 01/07/2020 16:46

Anfetamina Estado IslamicoHANDOUT / AFP

A polícia italiana anunciou nesta quarta-feira (01/07) apreensão recorde de 14 toneladas de anfetaminas, sob a forma de 84 milhões de comprimidos que teriam sido fabricados na Síria pelo grupo Estado Islâmico (EI).

Em um comunicado divulgado pelas autoridades italianas, foi a “a maior apreensão de anfetaminas no mundo“. Os comprimidos foram encontrados no porto de Salerno (sul de Nápoles) e avaliados em um bilhão de euros (quase US$ 1,2 bilhão, ou cerca de R$ 6 bilhões, segundo o câmbio de hoje) no mercado.

De acordo com a investigação coordenada pela Promotoria de Nápoles, a droga estava em três contêineres, que continham cilindros de papel para uso industrial e máquinas.

Os cilindros, com quase de dois metros de altura e 1,40 metro de diâmetro (provavelmente fabricados na Alemanha), ocultaram quase 350 quilos de comprimidos colocados nas camadas internas, sem a detecção por um escâner.

Os comprimidos receberam a etiqueta com o símbolo “Captagon”, um medicamento classificado como entorpecente e conhecido como “droga da Jihad”, segundo os investigadores.

Captagon é uma marca comercial do estimulante sintético fenetilina e era originalmente utilizado para tratar o transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH). Entretanto, muitos países proibiram a comercialização do medicamente por causa de suas propriedades viciantes.

A investigação teve início há duas semanas, quando a polícia de Nápoles interceptou uma carga de roupas contrabandeadas, que ocultava 2.800 quilos de haxixe e 190 quilos de anfetaminas (um milhão de comprimidos).

Segundo o jornal La Repubblica, a primeira carga, enviada por uma empresa síria, chamou a atenção da Alfândega porque estava destinada à Líbia por meio de uma empresa suíça. Os três novos contêineres interceptados foram expedidos pela mesma empresa síria para o mesmo grupo suíço.

Os investigadores acreditam que um “consórcio” de grupos criminosos está envolvido, porque os 85 milhões de comprimidos das duas operações poderiam suprir um mercado europeu que vai muito além do consumo italiano.

Os policiais investigam se há envolvimento de um possível “cartel” de clãs da Camorra (grupo criminoso napolitano).

Em nota, a polícia de Nápoles informou que o Estado Islâmico tem milhares de membros operando dentro da Síria, e é suspeito de produzir grandes quantidades de droga para financiar atividades terroristas com o tráfico.

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