UE critica Maduro, mas pede “respeito à vontade do povo” na Venezuela

Em declaração conjunta, bloco defendeu contenção, respeito à Carta da ONU e libertação de presos políticos

atualizado

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A União Europeia (UE) divulgou neste domingo (4/1) uma declaração na qual critica Nicolás Maduro, capturado pelos EUA, mas defende uma transição democrática na Venezuela conduzida pelos próprios venezuelanos e baseada no “respeito ao direito internacional, à soberania do país e aos direitos humanos”.

Em publicação feita no X (ex-Twitter) por Kaja Kallas, Vice-Presidente da Comissão Europeia, o bloco também fez um apelo direto por calma e contenção, diante do agravamento da crise política no país.

“A União Europeia pede calma e contenção por parte de todos os atores, a fim de evitar uma escalada e garantir uma solução pacífica para a crise”, afirma o texto.

O documento ainda defende que “em todas as circunstâncias, os princípios do direito internacional e a Carta das Nações Unidas devem ser respeitados”, com destaque para a responsabilidade dos membros do Conselho de Segurança da ONU na preservação da segurança internacional.

Na manhã de segunda-feira (5/1), o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai participar de reunião com autoridades internacionais do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a Venezuela.

De acordo com a embaixadora Maria Laura da Rocha, a posição apresentada pelo presidente brasileiro no sábado, de que o ataque dos Estados Unidos representa uma “afronta gravíssima à soberania” da Venezuela, será reforçada no encontro.

Na declaração publicada neste domingo (4), o bloco também volta a questionar a legitimidade de Nicolás Maduro e reafirma sua posição de apoio a uma mudança política pacífica no país.

“A UE tem afirmado repetidamente que Nicolás Maduro carece da legitimidade de um presidente democraticamente eleito e tem defendido uma transição pacífica para a democracia na Venezuela, liderada pelos venezuelanos e respeitosa da soberania do país”, diz o documento.

A União Europeia também abordou o combate ao crime organizado transnacional e ao tráfico de drogas, reconhecendo-os como desafios globais, mas frisando limites claros para essa atuação.

“Esses desafios devem ser enfrentados por meio de uma cooperação sustentada, em pleno respeito ao direito internacional e aos princípios da integridade territorial e da soberania”, afirma a declaração.

O bloco informou ainda que mantém articulação diplomática com os Estados Unidos e com parceiros regionais e internacionais para apoiar uma saída negociada para o impasse para “apoiar e facilitar o diálogo entre todas as partes envolvidas”, com o objetivo de alcançar “uma solução negociada, democrática, inclusiva e pacífica para a crise, liderada pelos venezuelanos”.

No trecho final, a UE faz um apelo enfático em defesa dos direitos humanos. “Neste momento crítico, é essencial que todos os atores respeitem plenamente os direitos humanos e o direito internacional humanitário”, afirma o texto, que cobra a libertação imediata de opositores detidos. “Todos os presos políticos atualmente detidos na Venezuela devem ser libertados incondicionalmente.”

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Maduro foi capturado no sábado (3/1)
Ofensiva  norte-americana em solo venezuelano foi realizada neste sábado (3/1)
Maduro sob custódia de policiais dos EUA
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Nicolás Maduro chega aos Estados Unidos
EUA ataca Caracas, capital da Venezuela
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EUA ataca Caracas, capital da Venezuela

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Ataque na Venezuela

Os Estados Unidos atacaram, neste sábado (3/1), diversas regiões da Venezuela e o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que capturou Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores.

Segundo Trump, ambos foram dirigidos de navio para Nova York, onde Maduro será julgado por narcoterrorismo.

Horas depois da captura, Trump chegou a publicar uma foto do líder chavista com os olhos vendados, algemado, e usando abafadores nos ouvidos. Na publicação, também é possível ver que ele está segurando uma garrafa d´água. De acordo com o presidente norte-americano, a fotografia foi registrada a bordo do USS Iwo Jima, navio que transporta Maduro para os EUA.

Depois, em declaração pública na Flórida, Trump disse que sua ofensiva contra a Venezuela foi por causa do petróleo na região e que, depois da captura de Maduro, os Estados Unidos irão administrar o país até haver uma transição de poder.

Com a saída de Maduro, quem assumiu o comendo da Venezuela foi a vice-presidente, Delcy Rodriguez. Durante uma reunião do Conselho de Defesa do País nesta sábado (3), ela afirmou que a Venezuela não irá se render aos EUA.

Durante a coletiva no Itamaraty, a embaixadora Maria Laura da Rocha afirmou que o Brasil reconhece Delcy como atual presidente da Venezuela.

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