Rubio diz que EUA pressionarão Venezuela com “quarentena de petróleo”
Marco Rubio diz que a Casa Branca avalia nomes para comandar a Venezuela e garantir que os “interesses” dos EUA serão protegidos
atualizado
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O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que a Casa Branca vai usar uma “quarentena de petróleo” para pressionar a Venezuela e garantir que os interesses norte-americanos serão protegidos.
Em entrevista à CBS News neste domingo (4/1), Rubio afirmou que o governo dos Estados Unidos está avaliando nomes para governar a Venezuela e que avalia meios de pressão para garantir que os interesses do país sejam cumpridos.
“Se eles (futuros governantes da Venezuela) não tomarem as decisões certas, os Estados Unidos manterão várias ferramentas de pressão para garantir que nossos interesses sejam protegidos, e isso inclui a quarentena do petróleo que está em vigor, entre outras coisas. Bem, então, vamos julgar daqui para frente. Vamos julgar tudo pelo que elas fizerem, e vamos ver o que elas farão”, afirmou o secretário.
Ação dos EUA na Venezuela “não é uma invasão”
Segundo Marco Rubio, a operação que capturou o ditador Nicolás Maduro, na Venezuela, “não é uma invasão” e, por isso, não precisaria de aprovação do Congresso.
Em entrevista à CBS News, Rubio disse que não houve ocupação do país e foi apenas uma “operação de prisão”. “Esta é uma operação de aplicação da lei”, disse.
De acordo com ele, os EUA não estão governando a Venezuela, apenas conduzindo a direção para “onde isso vai daqui para frente”.
“O que estamos conduzindo é a direção para onde isso vai daqui para frente”, declarou Rubio, respondendo a uma pergunta sobre se os Estados Unidos estavam atualmente governando a Venezuela depois da deposição de Maduro.
Entenda a captura de Maduro
Na manhã do último sábado (3/1), o Exército norte-americano invadiu a Venezuela e capturou Maduro e a esposa dele, Cilia Flores. Ambos foram levados aos Estados Unidos, onde devem ser julgados por crimes associados ao narcotráfico.
O presidente americano, Donald Trump, informou que os EUA devem ficar responsáveis pela administração da Venezuela no que chamou de “período de transição”.
Os líderes dos países haviam conversado por telefone e esboçado um acordo, no entanto, Trump afirmou que não quis seguir com as negociações.















