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União Europeia reage após caças russos violarem território da Estônia

Vice-presidente da Comissão Europeia, Kaja Kallas classificou o envio dos caças russos a Estônia como “ação perigosa”

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Thierry Monasse/ Imagens Getty
bandeiras da União Europeia tremulam ao vento em frente ao Berlaymont, a sede da Comissão da União Europeia
1 de 1 bandeiras da União Europeia tremulam ao vento em frente ao Berlaymont, a sede da Comissão da União Europeia - Foto: Thierry Monasse/ Imagens Getty

A União Europeia reagiu e manifestou solidariedade à Estônia nesta sexta-feira (19/9), após três caças russos MiG-31 violarem o espaço aéreo do país báltico por 12 minutos. O episódio, classificado pelo governo da Estônia como “audácia sem precedentes”, ocorreu horas depois de Bruxelas apresentar o 19º pacote de sanções contra a Rússia.

A vice-Presidente da Comissão Europeia, Kaja Kallas, afirmou nas redes sociais que o incidente representa uma escalada perigosa. “A violação do espaço aéreo da Estônia por aeronaves militares russas hoje é uma provocação extremamente perigosa. Esta é a terceira violação do espaço aéreo da UE em dias e agrava ainda mais as tensões na região. A UE manifesta total solidariedade à Estônia”, escreveu.

Em outra publicação, Kallas acrescentou:

“Mantenho contato próximo com o governo estoniano. Continuaremos a apoiar nossos Estados-membros no fortalecimento de suas defesas com recursos europeus. Putin está testando a determinação do Ocidente. Não devemos demonstrar fraqueza.”

O incidente aconteceu durante visita de Kallas ao Brasil, onde se reuniu com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.

Após reunião no Itamaraty, a representante da UE voltou a comentar sobre o caso na Estônia, e disse que Vladimir Putin testa “até pode ir” com as recentes incursões em países da Otan.

“É claro que a Rússia está testando até onde pode ir. Temos discussões muito intensas sobre a situação internacional e também sobre as ações russas. E, claro, nossos aliados também estão, por meio dos países que têm relações mais próximas com a Rússia, pedindo que eles parem com isso”, disse Kallas a jornalistas no Itamaraty.

Escalada recente

O incidente na Estônia soma-se a outras violações aéreas registradas nos últimos dias. Recentemente a Polônia denunciou a invasão de 19 drones russos, dos quais quatro foram abatidos com apoio de aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Foi a primeira vez, desde o início do conflito, que um país da aliança disparou contra capacidades militares russas.

O episódio levou a Otan a lançar a operação Sentinela Oriental, com participação de Espanha, Reino Unido, Itália e Suécia, além de reforços enviados por França, Alemanha e República Tcheca.

Sanções reforçadas

Mais cedo, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, havia anunciado a apresentação do 19º pacote de sanções contra Moscou. O conjunto de medidas, que ainda precisa ser aprovado pelos Estados-membros, busca cortar as receitas de energia que financiam a guerra e fechar brechas usadas para driblar embargos anteriores.

Entre os pontos principais estão a proibição de importações de gás natural liquefeito russo, a inclusão de novos bancos e plataformas de criptomoedas na lista de restrições e a redução do teto de preços do petróleo bruto. Além disso, mais 118 navios da “frota fantasma” usada pela Rússia para transportar petróleo foram sancionados.

“É hora de fechar a torneira. Nossos esforços para diversificar o fornecimento e investir em energia limpa nos permitem agora cortar de vez essa dependência”, declarou Von der Leyen.

Bruxelas também anunciou a criação de um mecanismo para usar ativos russos congelados como garantia em um “empréstimo de reparações” destinado a financiar a defesa ucraniana. Kiev só deverá quitar o valor quando Moscou pagar indenizações pela guerra.

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