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Otan ganha reforço de aliados em operação contra drones russos

Otan recebe o apoio de Espanha, Grã-Bretanha, Itália e Suécia após lançar operação contra drones russos que invadiram o espaço aéreo polonês

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secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, fala durante uma conferência de imprensa na sede da OTAN em Bruxelas, Bélgica, em 28 de outubro de 2024 - Metrópoles
1 de 1 secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, fala durante uma conferência de imprensa na sede da OTAN em Bruxelas, Bélgica, em 28 de outubro de 2024 - Metrópoles - Foto: Dursun Aydemir/Anadolu via Getty Images

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) anunciou nesta segunda-feira (15/9) que Espanha, Grã-Bretanha, Itália e Suécia passarão a integrar a operação Eastern Sentry (Sentinela Oriental), criada para reforçar a defesa do flanco leste europeu. A iniciativa foi lançada após drones russos invadirem o espaço aéreo da Polônia na semana passada.

De acordo com comunicado da aliança, quatro caças Eurofighter da Alemanha, posicionados em uma base no nordeste do país, já foram colocados em alerta máximo. Além disso, três helicópteros da República Tcheca chegaram à Polônia no último sábado (14/9).

Espanha e Reino Unido anunciarão formalmente sua participação nos próximos dias, enquanto Itália e Suécia confirmaram que também apoiarão a missão.

Incursões de drones

A operação foi anunciada na última sexta-feira (12/9), pelo secretário-geral da Otan, Mark Rutte, após consulta ao artigo 4 do tratado, que prevê ação conjunta sempre que a integridade territorial ou a segurança de um aliado for ameaçada. O pedido partiu de Varsóvia, depois que incursões de drones russos foram registradas em seu espaço aéreo.

Segundo autoridades polonesas, até 19 drones teriam sido lançados contra o país, alguns a partir de Belarus. Destroços foram localizados em uma ampla área, e 16 aeronaves não tripuladas já foram recuperadas. O primeiro-ministro Donald Tusk classificou o episódio como um “ataque” e disse descartar a hipótese de erro.

Já o Ministério da Defesa russo negou qualquer intenção de atingir alvos na Polônia, afirmando que a operação militar concentrou-se em regiões da Ucrânia. Moscou se disse disposta a dialogar com Varsóvia sobre o incidente.


Drones na Polônia

  • Na terça-feira (9/9), defesas da Polônia identificaram ao menos 19 drones russos invadindo o espaço aéreo do país.
  • Com a ajuda da Itália, Alemanha e Holanda, forças polonesas abateram quatro das aeronaves não-tripuladas.
  • Esta foi a primeira vez, desde o início da guerra na Ucrânia, que um país da Otan disparou contra capacidade militares da Rússia.
  • Após o incidente, cuja autoria a Rússia nega, países da Otan iniciaram movimentações militares na Europa. União militar e política.

O general americano Alexus Grynkewich, comandante supremo aliado da Otan na Europa, afirmou que a Eastern Sentry será “flexível e ágil”, cobrindo todo o flanco leste, “do extremo norte ao Mar Negro e ao Mediterrâneo”

A iniciativa soma-se a outros esforços de aliados. Na quinta-feira (11/9), a França enviou três caças Rafale para a Polônia, após decisão anunciada pelo presidente Emmanuel Macron em conjunto com Tusk, Rutte e o premiê britânico, Keir Starmer.

Crescente tensão com Moscou

Rutte classificou a violação aérea russa como “perigosa e inaceitável” e destacou que “a irresponsabilidade da Rússia no ar está se tornando cada vez mais frequente”.

Enquanto a Polônia insiste em responsabilizar diretamente Moscou, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adotou tom mais cauteloso, sugerindo que a invasão do espaço aéreo poderia ter sido acidental. Ainda assim, Washington confirmou apoio total à decisão da Otan de fortalecer sua presença no leste europeu.

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