Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Mundo

Ucrânia será membro da Otan, mas a "longo prazo", diz secretário-geral

Jens Stoltenberg afirmou que países membros da Otan aprovam adesão da Ucrânia. Decisão foi um dos motivos para a invasão da Rússia

28/02/2023 10:36
Compartilhar notícia
Halil Sagirkaya/Anadolu Agency via Getty Images
Secretário do OTAN, General Jans Stoltenberg dá entrevista em coletiva de imprensa. Ele usa terno e óculos, fala diante de um pulpito e fundo azul - Metrópoles

O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Jens Stoltenberg, afirmou nesta terça-feira (28/3) que a entrada da Ucrânia na aliança militar está garantida, mas “a longo prazo”.

A adesão ucraniana ao grupo foi um dos motivos usados pela Rússia para justificar a invasão ao país vizinho, há pouco mais de um ano.

“Os países da Otan concordam que a Ucrânia deve se tornar um membro da aliança mas, ao mesmo tempo, é uma perspectiva de longo prazo”, declarou Stoltenberg durante visita à Finlândia, outro candidato à adesão.

A entrada da Ucrânia no grupo militar é considerada uma “ameaça” pelo presidente russo, Vladmir Putin. A aproximação de Kiev à aliança liderada pelos Estados Unidos expõe quase 2.300 km de fronteira russa, o que significaria, para o Kremlin, uma ameaça à própria existência.

Conselheiro russo fala em 3ª Guerra Mundial se Ucrânia entrar na Otan

Ucrânia será membro da Otan, mas a “longo prazo”, diz secretário-geral - destaque galeria
15 imagens
Otan é a sigla para Organização do Tratado do Atlântico Norte, uma aliança militar intergovernamental criada em 4 de abril de 1949, após o fim da Segunda Guerra Mundial
Os países signatários do tratado, na época, eram a Bélgica, França, Noruega, Canadá, Islândia, Países Baixos, Dinamarca, Portugal, Itália, Estados Unidos, Luxemburgo e Reino Unido
Quando criada, reunia países ocidentais e capitalistas, liderados no contexto da bipolaridade formada entre os Estados Unidos (EUA) e a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), no período da Guerra Fria
A Otan tinha por objetivos impedir o avanço do bloco socialista no continente europeu, fazendo frente à URSS e a seus aliados da Europa Oriental, além de fornecer ajuda mútua a todos os países-membros
A aliança era baseada em três pilares: a defesa coletiva dos Estados-membros, impedir o revigoramento do militarismo nacionalista na Europa, e encorajar a integração política europeia
Ucrânia será membro da Otan, mas a “longo prazo”, diz secretário-geral - imagem 1
1 de 15

Divulgação/Otan
Otan é a sigla para Organização do Tratado do Atlântico Norte, uma aliança militar intergovernamental criada em 4 de abril de 1949, após o fim da Segunda Guerra Mundial
2 de 15

Otan é a sigla para Organização do Tratado do Atlântico Norte, uma aliança militar intergovernamental criada em 4 de abril de 1949, após o fim da Segunda Guerra Mundial

Getty Images
Os países signatários do tratado, na época, eram a Bélgica, França, Noruega, Canadá, Islândia, Países Baixos, Dinamarca, Portugal, Itália, Estados Unidos, Luxemburgo e Reino Unido
3 de 15

Os países signatários do tratado, na época, eram a Bélgica, França, Noruega, Canadá, Islândia, Países Baixos, Dinamarca, Portugal, Itália, Estados Unidos, Luxemburgo e Reino Unido

Otan
Quando criada, reunia países ocidentais e capitalistas, liderados no contexto da bipolaridade formada entre os Estados Unidos (EUA) e a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), no período da Guerra Fria
4 de 15

Quando criada, reunia países ocidentais e capitalistas, liderados no contexto da bipolaridade formada entre os Estados Unidos (EUA) e a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), no período da Guerra Fria

Dirck Halstead/Getty Images
A Otan tinha por objetivos impedir o avanço do bloco socialista no continente europeu, fazendo frente à URSS e a seus aliados da Europa Oriental, além de fornecer ajuda mútua a todos os países-membros
5 de 15

A Otan tinha por objetivos impedir o avanço do bloco socialista no continente europeu, fazendo frente à URSS e a seus aliados da Europa Oriental, além de fornecer ajuda mútua a todos os países-membros

Keystone/Getty Images
A aliança era baseada em três pilares: a defesa coletiva dos Estados-membros, impedir o revigoramento do militarismo nacionalista na Europa, e encorajar a integração política europeia
6 de 15

A aliança era baseada em três pilares: a defesa coletiva dos Estados-membros, impedir o revigoramento do militarismo nacionalista na Europa, e encorajar a integração política europeia

Getty Images
O período de bipolaridade entre EUA e URSS dividiu o mundo. Os dois países e seus respectivos aliados mantinham-se em alerta para eventuais ataques bélicos
7 de 15

O período de bipolaridade entre EUA e URSS dividiu o mundo. Os dois países e seus respectivos aliados mantinham-se em alerta para eventuais ataques bélicos

Getty Images
A Otan investiu em tecnologia de defesa, na produção de armas estratégicas e também espalhou pelas fronteiras soviéticas sistemas de defesa antimísseis
8 de 15

A Otan investiu em tecnologia de defesa, na produção de armas estratégicas e também espalhou pelas fronteiras soviéticas sistemas de defesa antimísseis

DavidLees/Getty Images
Na fase final da Guerra Fria, a organização passou a assumir novos papéis. Em 1990, sob ordem do Conselho de Segurança da ONU, a Otan interveio no conflito da ex-Iugoslávia. Foi a primeira vez que agiu em território de um Estado não membro
9 de 15

Na fase final da Guerra Fria, a organização passou a assumir novos papéis. Em 1990, sob ordem do Conselho de Segurança da ONU, a Otan interveio no conflito da ex-Iugoslávia. Foi a primeira vez que agiu em território de um Estado não membro

Getty Images
Em 2001, a Otan anunciou a aplicação do princípio da segurança coletiva: um ataque feito a um país membro seria um ataque contra todos os demais
10 de 15

Em 2001, a Otan anunciou a aplicação do princípio da segurança coletiva: um ataque feito a um país membro seria um ataque contra todos os demais

Getty Images
Como os ataques terroristas ocorridos em setembro de 2001 foram considerados atos de guerra pelo governo norte-americano, a cláusula foi acionada. Por esse motivo, a organização participou da invasão ao Afeganistão
11 de 15

Como os ataques terroristas ocorridos em setembro de 2001 foram considerados atos de guerra pelo governo norte-americano, a cláusula foi acionada. Por esse motivo, a organização participou da invasão ao Afeganistão

Scott Nelson/Getty Images
Além de ver o terrorismo como nova ameaça, a Otan colaborou com operações de paz e realizou ajuda humanitária, como aos sobreviventes do furacão Katrina, em 2005
12 de 15

Além de ver o terrorismo como nova ameaça, a Otan colaborou com operações de paz e realizou ajuda humanitária, como aos sobreviventes do furacão Katrina, em 2005

Getty Images
Soldados da Otan também realizaram operações militares em zonas conflituosas do mundo, como o Bálcãs, o Oriente Médio e o norte da África
13 de 15

Soldados da Otan também realizaram operações militares em zonas conflituosas do mundo, como o Bálcãs, o Oriente Médio e o norte da África

Getty Images
Atualmente, a aliança é composta por 32 países, localizados principalmente na Europa
14 de 15

Atualmente, a aliança é composta por 32 países, localizados principalmente na Europa

Getty Images
Bósnia e Herzegovina, Geórgia e Ucrânia são os três países classificados como “membros aspirantes” à organização. Porém, para a Rússia, a perspectiva da antiga república soviética Ucrânia se juntar à Otan é impensável
15 de 15

Bósnia e Herzegovina, Geórgia e Ucrânia são os três países classificados como “membros aspirantes” à organização. Porém, para a Rússia, a perspectiva da antiga república soviética Ucrânia se juntar à Otan é impensável

Getty Images

Segundo Stoltenberg, a prioridade no momento é “garantir que a Ucrânia continue sendo uma nação independente e soberana” e, para tanto, precisa de apoio das nações ocidentais que compõem o bloco.

“A guerra do presidente Putin na Ucrânia continua, e não há sinal de que ele vá mudar seus planos. Quer controlar a Ucrânia e não está se preparando para a paz, mas para mais guerra”, prosseguiu.

O secretário-geral frisou ainda a importância de garantir uma proteção duradoura às fronteiras ucranianas, para impedir que as forças russas voltem a ultrapassar os limites do país vizinho.

Aproximação ocidental

Os países do Norte Europeu, que geralmente são neutros, tomaram a iniciativa de aderir ao grupo após a Rússia invadir a Ucrânia. O movimento militar de Putin no leste europeu acendeu a preocupação dos países nórdicos, que temem uma possível ofensiva russa nos próprios territórios.

Contudo, a decisão pode ser barrada pela Turquia e Hungria, membros da Otan que preferem manter boas relações com Vladmir Putin.

Durante a visita à Finlândia nesta terça (28/2), Stoltenberg defendeu que “chegou a hora” de Turquia e Hungria ratificarem a entrada de Finlândia e Suécia no grupo militar.

“Tanto a Finlândia quanto a Suécia cumpriram o que haviam prometido em seu acordo trilateral com a Turquia em junho passado em Madri”, insistiu o secretário-geral da Otan.

União Europeia

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, também cobrou uma resposta sobre o pedido de adesão ucraniano à União Europeia, feito há um ano. “Este ano é o momento de decidir sobre as negociações de adesão”, escreveu Zelensky, no Telegram.

“É com a Ucrânia que se concretizará o majestoso projeto de uma Europa pacífica, livre e unida. Estamos juntos na luta e, portanto, estaremos juntos na vitória. Viva a Europa. Viva a liberdade ”, emendou.

Veja: