Ucrânia diz que 1,5 mil latino-americanos se uniram à Rússia na guerra
Informação foi divulgada nesta terça-feira por Heorhii Tykhyi, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia

Desde o início da guerra no Leste Europeu, 1.595 cidadãos de países da América Latina se juntaram às forças da Rússia contra a Ucrânia. A informação foi divulgada nesta terça-feira (21/7) pelo porta-voz da chancelaria ucraniana, Heorhii Tykhyi.
Segundo o diplomata, desse número, 89 foram mortos em combate, e outros 22 são, atualmente, prisioneiros de guerra.
A diplomacia ucraniana não detalhou a origem dos combatentes estrangeiros registrados nas forças russas. Tykhyi, no entanto, afirmou que o “intercâmbio” de latino-americanos na guerra da Ucrânia acontece por meio do “recrutamento ilegal” promovido pelo Kremlin.
Apesar da distância geográfica que separa a América Latina da Ucrânia, latino-americanos têm se juntado não só às forças russas no conflito, como também às ucranianas.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesLogo no início da invasão da Rússia, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, criou a Legião Internacional de Defesa Territorial da Ucrânia. O objetivo era contrapor a superioridade militar russa.
A Legião Internacional foi desmobilizada oficialmente no fim de 2025, e seus combatentes foram integrados às Forças Armadas da Ucrânia. Por isso, o país liderado por Zelensky rejeita as alegações de que os estrangeiros que se juntaram aos ucranianos na guerra sejam mercenários — que se unem a conflitos motivados por dinheiro.
Negativa
Na conversa com jornalistas de países da América Latina, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia negou que o país realize campanhas de recrutamento voltadas a combatentes da região.
“A Ucrânia não realiza campanhas de recrutamento direcionadas em países latino-americanos — pois existem muitas especulações a esse respeito, e quero refutá-las —, mas é verdade que o país aceita estrangeiros que desejam lutar pela Ucrânia em caráter voluntário”, disse Tykhyi. “Se um estrangeiro quiser se juntar às forças de defesa ucranianas e lutar ao nosso lado para proteger nosso país e os princípios de liberdade em todo o mundo, ele tem permissão para fazê-lo”.
Ainda assim, o Ministério da Defesa da Ucrânia mantém um site ativo, traduzido em português e espanhol, para candidatos estrangeiros ao serviço militar do país. A oferta é de salários que variam de U$ 550 a US$ 4,8 mil por mês, a depender da área de atuação.



