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Ucrânia reage à captura de Maduro e condena regime chavista

Ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, criticou regime de Maduro e reforçou apoio à democracia

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O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, afirmou neste sábado (3/1) que o país sempre defendeu o direito das nações de viverem livres de ditaduras, opressão e violações dos direitos humanos, e criticou duramente o regime de Nicolás Maduro.

Em declaração, Sybiha destacou que o governo venezuelano violou “todos os princípios de liberdade e democracia em todos os aspectos”, apontando crimes generalizados, violência, tortura, fraude eleitoral e destruição do Estado de Direito.

“A Ucrânia não reconheceu a legitimidade de Maduro após as eleições fraudulentas e a violência contra manifestantes, assim como dezenas de outros países em diferentes partes do mundo”, afirmou.

A fala do chanceler ucraniano ocorre após a captura de Maduro pelos Estados Unidos, durante uma ofensiva militar em Caracas, que também resultou na prisão de sua esposa, Cília Flores. A operação levou o governo venezuelano a solicitar uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU.

O ministro enfatizou que “o povo da Venezuela deve ter a chance de uma vida normal, segurança, prosperidade e dignidade humana” e que a Ucrânia continuará a apoiar o direito dos venezuelanos à liberdade e ao respeito às suas liberdades fundamentais. Sybiha ainda ressaltou que o país prioriza relações internacionais baseadas na democracia, nos direitos humanos e nos interesses do povo venezuelano.

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Rússia em prol de Maduro

Em contrapartida, a Rússia pediu “esclarecimentos imediatos” sobre a situação e alertou para uma possível violação da soberania venezuelana, classificando a retirada de Maduro e da primeira-dama como um “ato inaceitável” e um desafio ao direito internacional.

Moscou afirmou estar “extremamente preocupada” com a retirada forçada do casal durante a ofensiva norte-americana e classificou eventuais ações como uma “violação inaceitável da soberania de um Estado independente”.

“O respeito à soberania é um princípio fundamental do direito internacional”, disse o ministério russo, reforçando que qualquer justificativa apresentada pelos EUA para a operação seria considerada “insustentável”.

Governo mobilizado

O ministro da Defesa venezuelano, general Vladimir Padrino López, classificou os bombardeios como uma “agressão militar criminosa” e anunciou a mobilização de todas as capacidades das Forças Armadas Nacionais Bolivarianas (FANB).

Segundo ele, o país entrou em estado de comoção externa, ativando prontidão operacional total com recursos terrestres, aéreos, navais, fluviais e de mísseis. A medida prevê uma articulação completa entre forças militares, policiais e organizações populares para formar um “bloco de combate” em defesa da soberania nacional.

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