Trump sobre acordo de paz: “Tenho todo tempo do mundo, mas o Irã não”
Donald Trump afirma que não há pressa por paz e que negociação com Irã ocorrerá “nos termos dos EUA”, enquanto impasses persistem
atualizado
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (23/4) que não está sob pressão para fechar um acordo de paz com o Irã e declarou que o tempo joga a favor de Washington no conflito.
Em publicação na rede Truth Social, Trump disse ser “possivelmente a pessoa menos pressionada” a ocupar o cargo em um momento de guerra.
“Tenho todo o tempo do mundo, mas o Irã não — o tempo está se esgotando”, escreveu.
O republicano voltou a adotar um tom duro ao descrever a situação militar iraniana, afirmando que forças do país estariam enfraquecidas.
Segundo ele, a marinha iraniana foi “destruída”, a força aérea “neutralizada” e sistemas de defesa “eliminados”. Trump também mencionou perdas entre lideranças e reforçou que o bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos segue “hermético e forte”.
Apesar da retórica, o presidente indicou que um eventual acordo só será firmado quando considerar adequado. “Um acordo só será feito quando for apropriado e bom para os Estados Unidos, nossos aliados e, na verdade, para o resto do mundo”, afirmou.
Impasse sem prazo definido
- As negociações entre Washington e Teerã continuam sem um cronograma claro.
- Trump já havia dito que não há prazo para o fim do conflito e prorrogou o cessar-fogo diante do impasse diplomático.
- A expectativa por uma proposta formal do Irã permanece indefinida.
- No campo militar, o bloqueio naval norte-americano segue em vigor. O Comando Central dos EUA informou que ao menos 31 embarcações — em sua maioria petroleiros — foram obrigadas a retornar aos portos, reforçando a pressão econômica sobre o Irã.
- O cenário no Estreito de Ormuz continua sendo um dos pontos mais sensíveis da crise.
- De acordo com avaliações de inteligência apresentadas ao Congresso, a remoção completa de minas na região após o fim do conflito pode levar até seis meses — prazo considerado “inaceitável” pelo Pentágono.
Congresso e aliados no radar
No plano interno, o Senado dos EUA rejeitou pela quinta vez, neste ano, uma proposta para limitar os poderes de guerra de Trump. A medida previa a exigência de autorização do Congresso para ações militares contra o Irã, mas foi barrada por 51 votos a 46.
O governo norte-americano também rebateu acusações de que decisões estratégicas estariam sendo influenciadas por interesses políticos internos, diante das eleições de meio de mandato nos EUA.






