Trump recua de tarifas a países europeus por causa da Groenlândia

Após reunião com chefe da Otan, Donald Trump suspende tarifas e anuncia avanço em negociações estratégicas

atualizado

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Presidente dos EUA, Donald Trump, responde a perguntas da imprensa durante uma reunião com executivos do setor de petróleo e gás no Salão Leste da Casa Branca, em 9 de janeiro de 2026, em Washington, DC - Metrópoles
1 de 1 Presidente dos EUA, Donald Trump, responde a perguntas da imprensa durante uma reunião com executivos do setor de petróleo e gás no Salão Leste da Casa Branca, em 9 de janeiro de 2026, em Washington, DC - Metrópoles - Foto: Alex Wong/Getty Images

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (21/1), que não irá impor as tarifas previstas e que definiu a “estrutura” de um futuro acordo envolvendo a Groenlândia e a região do Ártico após uma reunião com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte.

Segundo o republicano, o entendimento poderá trazer benefícios tanto para os EUA quanto para os países da aliança militar.

“Após uma reunião muito produtiva com o Secretário-Geral da Otan, Mark Rutte, definimos a estrutura de um futuro acordo referente à Groenlândia e, na verdade, a toda a região do Ártico”, escreveu Trump em publicação na rede Truth Social. “Essa solução, se concretizada, será excelente para os Estados Unidos da América e para todos os países da Otan. Com base nesse entendimento, não imporei as tarifas que entrariam em vigor em 1º de fevereiro”, acrescentou.

Entenda a disputa pela Groenlândia

  • A Groenlândia é um território autônomo, mas pertence ao reino da Dinamarca — a política externa e a defesa do território são responsabilidade dinamarquesa.
  • A região é considerada estratégica pelos EUA devido à posição no Ártico.
  • Há bases militares norte-americanas na região, e Trump alega que é um território “essencial para a defesa dos Estados Unidos”.
  • Como parte da comunidade dinamarquesa, a Groenlândia é membro da Otan, assim como os Estados Unidos.

Mais cedo, Donald Trump sinalizou um recuo na retórica agressiva adotada contra a ilha ártica e contra países europeus que se opunham ao seu plano. O norte-americano descartou o uso da força para obter o controle da Groenlândia, mas afirmou que exigia “negociações imediatas” para a compra do território pertencente à Dinamarca.

Cúpula Dourada

O republicano também informou que novas discussões estão em andamento sobre a chamada “Cúpula Dourada”, iniciativa ligada à Groenlândia, mas não detalhou o conteúdo das negociações.

“Mais informações serão disponibilizadas conforme o andamento das discussões”, disse.

Trump afirmou ainda que o vice-presidente JD Vance, o secretário de Estado Marco Rubio e o enviado especial Steve Witkoff ficarão responsáveis pelas negociações, reportando-se diretamente a ele. “Outros nomes poderão ser envolvidos, conforme necessário”, completou.

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