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Mundo

Trump sinaliza que Síria pode ser alternativa aos bloqueios em Ormuz

Trump sinalizou que a Síria pode se tornar ponto de transporte do petróleo produzido no Golfo Pérsico

03/09/2026 16:59
Divulgação/Syrian Arab News Agency
Imagem colorida mostra Donald Trump e presidente da Síria - Metrópoles

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, endossou uma reportagem do The Washington Post, onde a Síria é apresentada como uma alternativa ao transporte de petróleo no Oriente Médio enquanto o Estreito de Ormuz segue enfrentando bloqueios. A manifestação foi divulgada pelo líder norte-americano nesta quinta-feira (3/9) na rede social Truth. 

“Isso é ÓTIMO!”, escreveu o republicano ao compartilhar a matéria do jornal norte-americano. “A Síria se apresenta como uma alternativa ao Estreito de Ormuz”.

A reportagem destacou o papel da Síria como uma rota alternativa para o transporte do petróleo produzido no Golfo Pérsico. Depois de passar pelo território sírio, o combustível seria enviado para o Mar Mediterrâneo através do porto de Baniyas.


O que é o Estreito de Ormuz?

  • O Estreito de Ormuz é uma via marítima localizada no Oriente Médio.
  • A região é a única rota de saída de países como Arábia Saudita, Irã, Iraque, Kuwait e Emirados Árabes Unidos para o Mar Arábico e Oceano Índico.
  • Por lá, cerca de 20% do petróleo produzido no mundo é escoado.
  • Ormuz segue enfrentando bloqueios do Irã desde que os EUA iniciaram a guerra na região, em fevereiro deste ano.

Segundo a mídia iraniana, trabalho semelhante já vem sendo realizado junto ao Iraque. A estimativa do novo governo sírio, comandado por Ahmed al-Sharaa, é de que cerca de 5 mil caminhões com combustível iraquiano passem pela Síria todos os dias, antes de serem escoados pelo Mediterrâneo.

Não há informações de projetos ou acordos firmados entre a Síria e outro países produtores de petróleo da região.

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A declaração de Trump acontece em meio à outras sinalizações positivas de seu governo para as novas autoridades de Damasco.

Desde a queda de Bashar al-Assad no fim de 2024, e a instalação da administração de al-Sharaa, os EUA se aproximaram da Síria.

Além de aliviar sanções econômicas e iniciar o processo de diálogo diplomático, o governo Trump retirou a Síria da lista de Estado patrocinadores do terrorismo. Washington também revogou designações terroristas contra o atual presidente sírio, Ahmed al-Sharaa, e o grupo que liderou durante a queda de Assad, Hayat Tahrir al-Sham (HTS).

Por anos, a organização foi classificado como grupo terrorista pelos EUA. O HTS foi criado após a dissolução da Frente al-Nusra, que atuava como o braço da Al-Qaeda na Síria sob a liderança de al-Sharaa.