Trump recebe María Corina em encontro fechado nos EUA
Encontro entre María Corina Machado e Donald Trump, na Casa Branca, durou cerca de duas horas
atualizado
Compartilhar notícia

María Corina Machado e Donald Trump se reuniram nos Estados Unidos, treze dias após a queda de Nicolás Maduro, em um almoço a portas fechadas que durou cerca de 2 horas. O encontro aconteceu nesta quinta-feira (15/1), na Casa Branca.
Este foi o primeiro encontro entre o mandatário norte-americano e a líder da oposição venezuelana desde a captura do líder chavista, em 3 de janeiro.
Até o momento, o governo dos Estados Unidos ainda não tornou público o teor das discussões entre Trump e Machado, última escolhida para o Prêmio Nobel da Paz.
A líder da oposição venezuelana também não deu maiores detalhes sobre o almoço com o presidente norte-americano. Depois de sair da Casa Branca, Machado foi recebida por apoiadores, e se limitou a dizer que a oposição “conta com o presidente Trump para a liberdade da Venezuela”.
Veja:
Imágenes de María Corina (@MariaCorinaYA) a la salida de la Casa Blanca. “Contamos con el presidente Trump para la libertad de Venezuela”. pic.twitter.com/CL8bW1v9bV
— Comando ConVzla (@ConVzlaComando) January 15, 2026
De acordo com a Casa Branca, não há previsão de um pronunciamento conjunto dos dois políticos. A previsão é que a venezuelana fale com a imprensa diretamente do Capitólio, por volta das 16h (18h pelo horário de Brasília), após uma reunião com senadores norte-americanos.
Relação Trump x Machado
Assim como seu antecessor, Joe Biden, Trump declarou apoio à coalizão liderada pela política venezuelana nas últimas eleições presidenciais. Na época, a oposição definiu o ex-diplomata Edmundo González para a disputa, já que Machado foi impedida de concorrer ao pleito.
Depois da captura de Nicolás Maduro, porém, o presidente dos EUA recuou. Ao ser questionado sobre o futuro político venezuelano após a queda do líder chavista, Trump alegou que Machado não possuí “respeito de todo o país” para governar a Venezuela.
Além do país latino-americano, um outro ponto liga o presidente norte-americano e a líder da oposição venezuelana: o Nobel da Paz. Um dos objetivos declarados de Trump neste segundo mandato é ganhar o prêmio, concedido a figuras mundiais que se destacaram em prol da paz.
No fim do último ano, a expectativa do presidente dos EUA era de que as guerras as quais ajudou a interromper — com a mediação de acordos de paz e cessar-fogo definitivos e outros frágeis — lhe rendesse o Nobel. O prêmio, contudo, foi concedido à política venezuelana.
