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Mundo

Zelensky rebate Trump e Putin sobre ser entrave à paz na Ucrânia

Volodymyr Zelensky rebate acusações de Trump e Putin e afirma que ataques russos provam falta de interesse de Moscou em acordo de paz

Manuela de Moura15/01/2026 19:47
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Arte Metrópoles/Gui Prímola
Imagem colorida de arte com Trump, Putin e Zelensky - Metrópoles

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou nesta quinta-feira (15/1) que seu país “nunca foi e nunca será um obstáculo para a paz”, rebatendo declarações recentes de Donald Trump, e de Vladimir Putin, que atribuíram a Kiev a responsabilidade por atrasos nas negociações para encerrar a guerra com a Rússia.

“A Ucrânia nunca foi e nunca será um obstáculo para a paz. Os mísseis russos, os Shaheds russos e as tentativas da Rússia de destruir a Ucrânia provam claramente que a Rússia quer conflito, não acordos”, disse Zelensky.

Segundo ele, os ataques russos à infraestrutura elétrica e à população civil evidenciam a desinteresse de Moscou em um cessar-fogo real.

A declaração ocorre após Trump afirmar, em entrevista à imprensa internacional, que Putin estaria disposto a fechar um acordo, enquanto a Ucrânia seria menos propensa a aceitar os termos de paz.

“Acho que ele está pronto para fechar um acordo. Acho que a Ucrânia está menos disposta”, disse Trump, citando Zelensky como um entrave às negociações lideradas pelos Estados Unidos.

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Ucrânia acusa Rússia de violar trégua e rejeitar esforços de paz
Putin e Trump
Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia
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Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia

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Ucrânia acusa Rússia de violar trégua e rejeitar esforços de paz

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Putin e Trump
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Putin e Trump

Andrew Harnik/Getty Images

Kremlin alinhado com Trump

A avaliação foi endossada pelo Kremlin. O porta-voz Dmitry Peskov afirmou que Moscou concorda com a leitura feita por Trump. “Sim, podemos concordar com isso, é verdade”, disse, acrescentando que a Rússia considera a postura ucraniana um fator de atraso no processo diplomático.

O próprio Putin voltou a condicionar qualquer acordo à obtenção de garantias amplas de segurança.

Em discurso, o russo afirmou que a segurança deve ser “universal e indivisível” e advertiu que, sem um acordo nesses termos, Moscou continuará a perseguir seus objetivos de guerra por meios militares.

Enquanto isso, Kiev e Moscou seguem publicamente distantes quanto às condições para um eventual acordo.

O Instituto para o Estudo da Guerra, centro de pesquisas sediado em Washington, avaliou que o Kremlin vem atrasando deliberadamente as negociações há meses para prolongar o conflito e avançar militarmente no território ucraniano.

Nesta semana, os Estados Unidos acusaram a Rússia de uma “escalada perigosa e inexplicável” da guerra, em meio às tentativas diplomáticas de avançar nas negociações.