Trump diz que ligará para Putin após reunião com Zelensky nos EUA
Donald Trump afirma que Putin espera por sua ligação e que quer propor encontro trilateral para negociar fim da guerra na Ucrânia
atualizado
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou, nesta segunda-feira (18/8), que vai telefonar para o presidente russo, Vladimir Putin, após as negociações que realiza na Casa Branca com o ucraniano Volodymyr Zelensky e líderes europeus.
“Ele está esperando minha ligação quando terminarmos esta reunião”, disse Trump a jornalistas no Salão Oval.
O republicano destacou que pretende levantar a proposta de uma reunião trilateral entre ele, Putin e Zelensky, como caminho para encerrar a guerra iniciada pela Rússia em 2023.
“Podemos ou não ter uma reunião trilateral. Se não tivermos esse encontro, a luta continua. Se tivermos, temos uma boa chance. Acho que, se tivermos esse encontro, há uma boa chance de talvez acabar com isso”, afirmou o líder dos EUA.
Após a reunião na última sexta-feira (15/8) com o líder do Kremlin, Vladimir Putin, Trump teve a mesma atitude ao falar que ligaria para o líder ucraniano.
Contexto do reencontro de Zelensky e Trump
- As conversas em Washington, entre os presidentes do EUA e Ucrânia, Donald Trump e Volodymyr Zelensky, ocorrem após Trump receber Putin na última sexta-feira (15/8), no Alasca.
- O encontro terminou sem anúncio de cessar-fogo, mas com a promessa de manter o diálogo.
- Nesta tarde, além de realizar a reunião bilateral com Zelensky, Trump se reúne com líderes europeus, como Emmanuel Macron (França), Giorgia Meloni (Itália), Friedrich Merz (Alemanha) e Keir Starmer (Reino Unido), bem como com representantes da União Europeia e da Otan.
- O reencontro de Trump e Zelensky acontece seis meses após os líderes baterem boca no Salão Oval da Casa Branca. À época, o ucraniano estava firme em sua retórica de que não “venderia a Ucrânia” — referindo-se ao acordo de terras raras ucranianas, que, por fim, foi assinado com o governo norte-americano em abril.
Caminho diplomático
A fala ocorreu pouco depois de Zelensky declarar que a Ucrânia está pronta para buscar uma “maneira diplomática” de encerrar o conflito, mas ressaltou que o país precisa do apoio dos parceiros ocidentais para resistir aos ataques russos.
Na madrugada desta segunda, bombardeios em Kharkiv deixaram mortos e feridos.
“Apoiamos a ideia dos Estados Unidos – e, pessoalmente, do presidente Trump – de parar esta guerra, de criar uma forma diplomática de terminar esta guerra”, disse Zelensky, acrescentando que está preparado para participar da cúpula trilateral proposta por Washington.
Pressão sobre Kiev
Apesar do discurso otimista, Trump pressiona Zelensky a aceitar condições impostas por Moscou, como abrir mão do ingresso da Ucrânia na Otan e ceder territórios à Rússia. Na véspera, o republicano chegou a afirmar que o fim da guerra “depende quase imediatamente” do líder ucraniano.
Zelensky respondeu que busca uma “paz justa e duradoura”, sem concessões que comprometam a soberania do país. “Precisamos parar a Rússia. Precisamos do apoio dos nossos parceiros americanos e europeus”, destacou.








