Trump fecha acordo com UE e derruba taxas de 30% para 15%

Segundo o presidente americano, a União Europeia investirá US$ 600 bilhões nos Estados Unidos

atualizado

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Andrew Harnik/Getty Images
Ursula von der Leyen e Donald Trump
1 de 1 Ursula von der Leyen e Donald Trump - Foto: Andrew Harnik/Getty Images

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste domingo (27/7) que chegou a um acordo comercial com a União Europeia. Trump se reuniu com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, na Escócia.

Agora, os EUA passarão a cobrar 15% de tarifas sobre as exportações feitas pelo bloco europeu, e não 30% como havia sido anunciado anteriormente.

“A União Europeia vai concordar em comprar dos Estados Unidos US$ 750 bilhões em energia”, disse Trump. De acordo com ele, a UE também concordou em investir US$ 600 bilhões nos EUA. Trump afirma que acordo com o bloco é “o maior já feito”.

O acordo é semelhante ao fechado com os demais países que conseguiram diálogo com a Casa Branca, como o Japão.

A medida irá “reequilibrar, mas permitir o comércio de ambos os lados”, disse Ursula, reconhecendo a necessidade de balancear a relação.

Tarifaço em 1º de agosto

O Secretário de Comércio americano, Howard Lutnick, afirma que não haverá prorrogações ou períodos de carência após 1º de agosto para o tarifaço imposto pelos EUA e que inclui o Brasil, taxado em 50%. No entanto, segundo ele, as grandes economias podem continuar as negociações comerciais após o início de vigência das tarifas.


Países que já conseguiram negociação com os EUA

  • Japão: A alíquota ficou em 15% e o país se comprometeu a realizar investimentos nos EUA.
  • Filipinas: O acordo previu alíquotas em 19% para os produtos filipinos, enquanto os EUA não pagarão tarifas no país.
  • Indonésia: As alíquotas no país também ficaram em 19% e 99% dos produtos americanos receberão isenção.
  • Vietnã: O acordo fechou as alíquotas em 20%.
  • Reino Unido: Fechou negociações em alíquotas de 10% e redução de tarifas para o setor automotivo.

Situação do Brasil

Desde o anúncio da taxação de 50% para produtos brasileiros, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem se mobilizado para sentar a mesa de negociação com os americanos. As tentativas, porém, não surgiram efeito.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o tema está centralizado na Casa Branca, o que dificulta as negociações e o diálogo entre os países. Apesar das dificuldades, Haddad afirmou que o governo está aberto para resolver o impasse.

O vice-presidente, Geraldo Alckmin, se reuniu com diversos representantes do setor produtivo brasileiro para buscar alternativas ao tarifaço. Uma das possibilidade estudadas pelo governo é a ampliação do prazo de vigência das tarifas, mas o governo americano já destacou que não existe possibilidade disso acontecer. “O 1º de agosto é para todos”, disse.

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