Trump diz que nenhum soldado americano seria usado para tomar Gaza

Em sua rede social Truth Social, Trump fez uma “previsão” de como seria Gaza sob o jugo dos EUA: “Palestinos felizes, seguros e livres”

atualizado

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1 de 1 Imagem colorida mostra Donald Trump e Vladimir Putin - Metrópoles - Foto: Chris McGrath/Getty Images

Mesmo após a reação contrária de diversos países e com a Casa Branca tendo soltado um “não é bem assim”, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, detalhou, nesta quinta-feira (6/2), como seria a Faixa de Gaza controlada pelo EUA, dentro de seu “plano” de anexar o território palestino após o final da guerra entre Israel e Hamas. Segundo Trump, nenhum soldado seria necessário para a tomada de Gaza e “a estabilidade para a região reinaria”.


 

O que está acontecendo

  • Ao assumir seu segundo mandato como presidente dos EUA, Trump reafirmou o apoio incondicional do país para Israel.
  • O presidente anunciou que os Estados Unidos vão assumir o controle da Faixa de Gaza, enclave palestino destruído após a guerra entre Israel e Hamas, e provocou reações imediatas mundo afora.
  • Segundo Trump, a Faixa de Gaza não é “um lugar seguro para se viver”.

Em sua rede social Truth Social, Trump fez uma “previsão” de como seria Gaza sob o jugo dos EUA. “Os palestinos teriam a chance de serem felizes, seguros e livres, sendo reassentados em comunidades seguras”.

“A Faixa de Gaza seria entregue aos Estados Unidos por Israel na conclusão dos combates. Os palestinos, pessoas como Chuck Schumer [senador nos EUA], já teriam sido reassentados em comunidades muito mais seguras e bonitas, com casas novas e modernas, na região. Eles realmente teriam uma chance de serem felizes, seguros e livres”, alegou o presidente.

Ainda segundo Trump, “os EUA, trabalhando com grandes equipes de desenvolvimento de todo o mundo, começariam lenta e cuidadosamente a construção do que se tornaria um dos maiores e mais espetaculares desenvolvimentos desse tipo na Terra.”

Reações a Trump

A população palestina da Faixa de Gaza reagiu com indignação às declarações de Donald Trump de que pretende assumir o controle do território completamente devastado pelos ataques israelenses.

A imprensa internacional e analistas também repercutiram as propostas do presidente americano lançadas após um encontro com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, na Casa Branca, na terça-feira (4/2).

Viola lei internacional

A tomada de controle da Faixa de Gaza pelos EUA e a consequente expulsão dos palestinos daquele território seriam medidas que violariam a lei humanitária internacional.

A advertência foi feita, nessa quarta-feira (5/2), pela Organização das Nações Unidas (ONU). “Qualquer transferência forçada ou deportação de pessoas de território ocupado viola lei internacional”, reafirmou o Escritório de Direitos Humanos da ONU (UNHR).

“É crucial que avancemos para a próxima fase do cessar-fogo, para libertar todos os reféns e prisioneiros detidos arbitrariamente, acabar com a guerra e reconstruir Gaza, com total respeito ao direito humanitário internacional e ao direito internacional dos direitos humanos”, disse o UNHR.

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