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Mundo

Trump diz que EUA deveria controlar a Groenlândia; Dinamarca rechaça

Em discurso, Trump voltou a falar sobre a Groenlândia e diz que ilha não deveria pertencer à Dinamarca. Premiê dinamarquesa reagiu à fala

07/07/2026 14:17
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Alex Brandon-Pool/Getty Images
Donald Trump durante pronunciamento na TV

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a defender, nesta terça-feira (7/7), que a Groenlândia passe a ser controlada pelos norte-americanos. A declaração foi feita durante a cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), realizada em Ancara, na Turquia.

Segundo Trump, a ilha tem importância estratégica para a segurança dos EUA; por isso, não deveria permanecer sob o controle da Dinamarca. O republicano afirmou ainda que a posição sobre o tema “prejudicou” o relacionamento dele com a Otan.

Durante uma breve coletiva de imprensa antes de um encontro bilateral com o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, Trump criticou o governo dinamarquês por, segundo ele, não investir o suficiente na Groenlândia.

Trump também argumentou que a região ganhou ainda mais relevância. O motivo, segundo ele, é sobre o aumento da presença militar da China e da Rússia no Ártico.

“Foi isso que prejudicou meu relacionamento com a Otan, porque a Groenlândia não ajuda a Dinamarca. A Dinamarca não gasta dinheiro para realmente ajudar a Groenlândia, mas ela é uma parte importante para os Estados Unidos, e está cercada por navios chineses e russos. E isso não vai acontecer. Eles não querem colaborar, apesar de todo o dinheiro que gastamos para apoiá-los contra a Rússia”, afirmou.

Logo depois, Trump concluiu que a Groenlândia “deveria ser controlada pelos EUA, não pela Dinamarca”.

Dinamarca descarta negociação

Pouco depois das declarações de Trump, a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, respondeu ao discurso durante a cúpula da Otan. Ela reafirmou que o país não abrirá mão da Groenlândia, território autônomo que integra o Reino da Dinamarca.

Frederiksen disse esperar que os aliados respeitem a soberania dinamarquesa e reforçou que “a Groenlândia não está à venda”.

Apesar de ser um território autônomo, a Groenlândia abriga a Base Espacial de Pituffik, instalação militar dos Estados Unidos utilizada para monitoramento espacial e de defesa, fator que aumenta o interesse estratégico de Washington pela região.

Interesse antigo

Esta não é a primeira vez que Trump falar sobre seu interesse em assumir o controle da Groenlândia.

Ainda neste ano, durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, o presidente passou a defender a possibilidade de um acordo de longo prazo para ampliar a presença dos EUA na ilha.

Em casos anteriores, ele chegou a se recusar a descartar o uso de medidas militares para adquirir o território.

Mesmo com o discurso mais voltado à negociação, integrantes do governo norte-americano continuam deixando em aberto a possibilidade de adotar medidas mais duras.

Em junho, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que Washington mantém conversas frequentes com os governos da Dinamarca e da Groenlândia sobre o tema. Segundo ele, as negociações ocorrem mensalmente.

Desde que retornou à Casa Branca, Trump retomou a defesa de que os EUA assumam o controle da ilha, alegando razões estratégicas e de segurança nacional.