Trump diz que concordou em conversar com nova liderança do Irã
O presidente americano, Donald Trump, destacou o que o novo líder do Irã quer retomar as negociações com os Estados Unidos
atualizado
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse, neste domingo (1º3), que a nova liderança do Irã, o aiatolá Alireza Arafi, tem interesse em retomar as negociações.
“Eles querem conversar, e eu concordei em conversar, então vou falar com eles”, declarou.
Trump afirmou que parte dos negociadores iranianos envolvidos nas tratativas recentes morreu nos ataques. Os países estavam a semanas articulando uma negociação. A próxima reunião estava agendada para a próxima segunda-feira (1/3).
“A maioria dessas pessoas se foi. Algumas das pessoas com quem estávamos lidando se foram, porque aquilo foi um grande, foi um grande golpe”, afirmou à revista “The Atlantic”.
Trump destacou, ainda, que acredita na possibilidade de uma mudança interna no governo iraniano. De acordo com ele, existem relatos de comemorações nas ruas do país e manifestações de apoio organizadas por iranianos que vivem no exterior.
Apesar disso, o presidente reconheceu que a situação no Oriente Médio é delicada. “Sabendo que é muito perigoso, sabendo que eu disse a todos para permanecerem onde estão, acho que é um lugar muito perigoso agora”, afirmou.
O chanceler do Irã, Abbas Araqchi, disse ao chanceler de Omã, Badr Albusaidi, que Teerã está aberta a esforços sérios para reduzir a tensão após os ataques.
Segundo Albusaidi, ele defendeu um cessar-fogo e a retomada do diálogo de maneira que atenda às demandas legítimas de todas as partes.
Entenda a tensão no Oriente Médio
No último sábado (28/2), forças militares dos Israel e dos Estados Unidos lançaram uma série de ataques aéreos coordenados contra o Irã, em uma operação descrita pelas duas nações como ofensiva estratégica contra alvos militares e de liderança em território iraniano.
A ação atingiu dezenas de instalações, incluindo centros de comando e posições militares, em uma ação sem precedentes entre as potências contra o país.
Autoridades iranianas confirmaram que o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã desde 1989, foi morto nos ataques, junto com outros altos oficiais e membros de sua família.
O governo iraniano declarou um período de 40 dias de luto, enquanto protestos e manifestações de apoio ao regime se espalham internamente e aliados do Irã condenam o ataque como um “crime grave”.
Em retaliação, o Irã e suas forças aliadas lançaram ataques com mísseis e drones contra posições israelenses e bases americanas na região do Golfo, incluindo em países como Kuwait, Bahrein e Emirados Árabes Unidos, provocando deslocamento de civis e sirenes de alerta em cidades como Tel Aviv e Jerusalém.
