Trump diz que atirador deveria competir na NFL: “Correu muito rápido”
Imagens do atirador correndo foram divulgadas por Trump pouco depois do ataque. Republicano elogiou ação rápida do Serviço Secreto
atualizado
Compartilhar notícia

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse, neste domingo (26/4), que ficou “impressionado” com a agilidade do atirador que tentou invadir o jantar com jornalistas correspondentes da Casa Branca, do qual ele participava na noite desse sábado (25/4).
Para o republicano, a velocidade com que o engenheiro Cole Allen, de 31 anos, passou pela barreira de segurança instalada no hotel Hilton em Washington D.C., poderia lhe render uma contratação na Liga dos Estados Unidos de Futebol Americano (NFL).
“A velocidade dele foi impressionante, foi quase um vulto passando. Me disseram que ele correu 45 jardas e conseguiu passar [pela barreira]. Acho que NFL deveria contratá-lo, ele foi muito rápido”, disse Trump em entrevista ao programa “60 Minutes” da CBS.
As imagens gravadas no hotel foram divulgadas por Trump pouco depois do ataque. Confira:
O republicano voltou, também, a elogiar a resposta rápida dos agentes do Serviço Secreto, que imobilizaram e prenderam Allen.
“Quando você vê o vídeo, é quase como um vulto passando, mas o incrível é que assim que ele passa, voce vê eles [agentes do Serviço Secreto] empunharem as armas”, destacou o republicano.

Ataque a tiros em jantar com Trump
Trump e outras autoridades do alto-escalão do governo dos Estados Unidos participaram, nesse sábado, do jantar anual para os correspondentes da Casa Branca. Essa foi a primeira participação do republicano em todos os anos que presidiu o país.
O evento foi interrompido bruscamente pelo Serviço Secreto, em meio ao barulho de tiros vindo do lado de fora do salão. O jantar ocorreu no hotel Hilton Washington.
Diante dos sons de tiros, agentes de segurança se aproximaram de Trump, Melania e demais integrantes da cúpula do governo norte-americano que estavam por perto para que fossem retirados do local, pois havia um homem armado do lado de fora.
O engenheiro Cole Tomas Allen, de 31 anos, foi identificado como sendo o autor dos disparos. Ele foi preso no hotel e segue sob custódia.
Atirador pretendia atingir integrantes do governo Trump
Segundo investigações preliminares, Allen mirava Trump e outras autoridades do governo que participavam do jantar. O engenheiro, que mora na cidade de Torrence, na Califórinia, onde trabalhava como professor, enviou um “manifesto” a familiares, momentos antes de iniciar a ação.
No texto, por e-mail, ele pediu perdão, expressou críticas ao governo e, em tom de desabafo, em relação a gestão de Donald Trump, disse que um sentimento de raiva tomava conta dele momentos antes do ataque.
“Ah, e se alguém estiver curioso para saber como é fazer algo assim: é horrível. Dá vontade de vomitar; dá vontade de chorar por todas as coisas que eu queria fazer e nunca vou fazer, por todas as pessoas cuja confiança isso traiu; sinto raiva só de pensar em tudo o que este governo fez”, disse Allen.
“Ódio aos cristãos”, diz Trump
Segundo Trump, o manifesto contém “ódio aos cristãos”. O republicano descreveu Allen como “uma pessoa doente” e um “lobo solitário”.
Segundo o chefe do Departamento de Justiça, Todd Blanche, acredita-se que o atirador tenha viajado de trem de Los Angeles para Chicago e, de lá, seguiu para Washington D.C., onde fez check-in no mesmo hotel onde o evento estava sendo realizado.
As duas armas de fogo que ele portava teriam sido adquiridas nos últimos dois anos.
