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Mundo

Trump critica alta de juros nos EUA e defende taxa de "1% ao ano ou menos"

Donald Trump reagiu à decisão do banco central dos EUA de elevar a taxa para até 4% e afirmou que país deveria reduzir juros “rápido”

16/09/2026 19:15, atualizado 16/09/2026 19:54
Win McNamee/Getty Images
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump durante coletiva - Metropoles

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou o nível dos juros do país e defendeu uma redução da taxa para 1% ao ano ou menos. A declaração ocorreu nesta quarta-feira (16/9), após o Federal Reserve (Fed), banco central norte-americano, elevar os juros em 0,25 ponto percentual, para a faixa entre 3,75% e 4% ao ano.

“As taxas de juros nos Estados Unidos deveriam ser de 1% ou menos, porque temos o melhor crédito do mundo — de longe”, escreveu Trump em sua rede social, a TruthSocial.

O republicano também afirmou que os Estados Unidos estão “em plena expansão com novos investimentos” e defendeu uma mudança na política comercial do país. Segundo Trump, os EUA poderiam arrecadar ao menos US$ 1,5 trilhão por ano caso deixassem de negociar com os países com os quais mantêm déficit comercial.

“Estamos ‘carregando nas costas’ quase todos os países do mundo, e isso não pode continuar”, afirmou.

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Donald Trump, presidente dos Estados Unidos
Presidente dos EUA, Donald Trump, e o novo presidente do FED, Kevin Warsh
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Presidente dos EUA, Donald Trump, e o novo presidente do FED, Kevin Warsh

Anna Moneymaker/Getty Images
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos
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Donald Trump, presidente dos Estados Unidos

Kevin Dietsch/Getty Images

Pressão de Trump sobre o Fed

  • A política monetária do Fed tem sido alvo frequente de críticas de Trump desde o início do segundo mandato.
  • O republicano defende juros menores como forma de baratear o crédito e estimular a atividade econômica.
  • A atual decisão também ocorre sob a presidência de Kevin Warsh, indicado por Trump para comandar o banco central.
  • Ele assumiu o cargo em maio, para um mandato de quatro anos.
  • A troca ocorreu após meses de atritos entre Trump e o então presidente do Fed, Jerome Powell.
  • Durante o período, o republicano pressionou publicamente pela redução dos juros e criticou a manutenção de taxas elevadas.
  • Apesar das pressões presidenciais, o Fed tem autonomia para definir a política monetária dos Estados Unidos.
  • A instituição considera indicadores como inflação, mercado de trabalho e atividade econômica para tomar as decisões sobre os juros.

Fed volta a elevar os juros

A decisão do Fed foi unânime e representou a primeira alta dos juros norte-americanos desde julho de 2023. O aumento interrompeu uma sequência de cinco reuniões sem alteração na taxa.

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Segundo o Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC), a decisão considera o chamado duplo mandato do banco central: manter a estabilidade dos preços e promover o máximo emprego.

As novas projeções divulgadas pela instituição indicam que a maioria dos integrantes do Fed espera pelo menos mais uma alta de 0,25 ponto percentual em 2026.

A decisão ocorre em um cenário de pressão inflacionária, com destaque para a alta dos preços do petróleo em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio. O Fed avaliou que a inflação permanece elevada e que as tendências recentes ainda não indicam uma melhora significativa.

“O fato é que a inflação está muito alta e já dura muito tempo”, afirmou Kevin Warsh, presidente do Fed. “Os índices de inflação deste verão não me indicam que as tendências subjacentes tenham melhorado significativamente.”