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O presidente americano, Donald Trump, confirmou nesta quinta-feira (8/3) a criação de novas taxas empregadas para a importação de aço e alumínio para os Estados Unidos. Como já havia adiantado, a nova tarifa é de 25% ao aço importado e de 10% ao alumínio.

Em seu discurso, Trump citou a competição “injusta” da China no mercado de metais. Por outro lado, Trump afirmou que fechou acordo sobre a Nafta, o Tratado Norte-Americano de Livre Comércio, que isenta México e Canadá das tarifas.

Os detalhes sobre o plano foram divulgados em uma coletiva de imprensa realizada na Casa Branca. O presidente Donald Trump disse que os países podem solicitar por isenções, que serão avaliadas caso a caso pela equipe econômica de Trump.

Brasil 
A medida de Trump de sobretaxar em 25% suas importações de aço é uma promessa de campanha do presidente para a indústria siderúrgica local. A decisão prejudica fortemente as exportações do Brasil, que é o segundo maior fornecedor em volume daquele mercado.

O principal argumento de integrantes do governo brasileiro e da indústria siderúrgica nacional para tentar livrar o produto nacional da limitação é que 80% do que o Brasil exporta para o mercado americano são produtos semiacabados de aço. Ou seja, são insumos para a própria indústria siderúrgica local, que Trump quer proteger. Além disso, dada a complementaridade das cadeias produtivas, o produto brasileiro não representa risco à indústria local, nem à segurança dos Estados Unidos.

Outro ponto levantado pelos brasileiros é que a indústria siderúrgica nacional utiliza carvão americano na sua produção. Ou seja, a restrição prejudicaria os dois lados do comércio.