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Trump compara cartéis ao Estado Islâmico e promete continuar ataques

"Cartéis são o ISIS do Ocidente", declarou Trump. Ofensiva militar será mantida até eliminar o que ele considera uma ameaça aos EUA

Junio Silva23/10/2025 17:57, atualizado 23/10/2025 20:39
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Alex Wong/Getty Imagens
Imagem colorida, O presidente dos EUA, Donald Trump, discursa com altos líderes militares na Base do Corpo de Fuzileiros Navais de Quantico, em 30 de setembro de 2025, em Quantico, Virgínia- Metrópoles

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump comparou, nesta quinta-feira (23/10), os cartéis de drogas que operam no Ocidente ao grupo terrorista Estado Islâmico (ISIS), e prometeu continuar com os ataques, como os vistos recentemente no mar do Caribe e no Pacífico, até eliminar a ameaça que eles representam.

“Agora deve estar claro para o mundo inteiro que os cartéis são o ISIS do Ocidente”, disse o presidente dos EUA. Por conta disso, Trump declarou que o governo norte-americano trata tais grupos como ameaças diretas à segurança nacional do país. “Governos anteriores tentaram mitigar essa ameaça, e o nosso objetivo é eliminá-la”, destacou.

Durante o pronunciamento, ao lado de outras autoridades do governo, Trump afirmou que o país prendeu mais de 300 pessoas ligadas a cartéis de drogas estrangeiros que operavam nos EUA.

“Guerra” contra o narcotráfico

A declaração do republicano surge em meio ao que ele descreve como uma “guerra” contra o tráfico internacional de drogas, que não é travada apenas dentro dos EUA.

Em meados de agosto, navios de guerra norte-americanos foram enviados ao Caribe. Posteriormente, eles receberam o reforço de dez caças F-35, que pousaram em uma base militar dos EUA em Porto Rico. 

Recentemente, Washington passou a classificar cartéis de drogas como organizações terroristas, e abriu precedentes para que operações militares fossem realizadas em outros países, sob a bandeira da “guerra ao terror”.

Seis ataques a embarcações

Desde então, Trump anunciou que seis embarcações foram atacadas nas águas do Caribe e na região do Pacífico. Apesar das alegações, os EUA ainda não apresentaram provas de que os barcos estivessem envolvidos no transporte de entorpecentes.

A “guerra” contra o que Washington classifica como “narcoterrorismo” tem um outro plano de fundo, que levanta preocupações e incertezas na comunidade internacional. Isso, porque a movimentação militar dos EUA coincide com ameaças e acusações contra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. Para Washington, o líder chavista é chefe do cartel de Los Soles, um dos grupos classificados como organização terrorista pelo país.

Além do herdeiro político de Hugo Chávez, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, também passou a ser acusado de ter ligações com o tráfico internacional em meio à campanha norte-americana na América Latina.