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Mundo

Trump baixa o tom e diz que não vai impor plano de assumir Gaza

Países árabes são contrários à proposta de palestinos em seus países. Trump toparia assumir controle de Gaza, mas "não vai impor" o plano

22/02/2025 18:57
Stringer/Anadolu via Getty Images
Dezenas de milhares de palestinos, deslocados pelas forças israelenses, retornam para suas casas pela rua Al-Rashid, na faixa costeira, após o acordo de cessar-fogo na cidade de Gaza - Metrópoles

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que “não vai impor” seu plano para que os EUA assumam o controle da Faixa de Gaza, mas sim “recomendar” a proposta. A afirmação foi feita em entrevista a uma rádio norte-americana.


O que aconteceu?

  • Trump topa assumir a Faixa de Gaza, mas salientou que não quer “impor” o plano na região sem consenso.
  • Países como Jordânia e Egito se posicionaram contrários à proposta, apesar de quererem a reconstrução da região.
  • Alemanha e França criticaram Trump, alegando que plano violaria um direito internacional de palestinos.

Por telefone, Trump explicou que sua proposta prevê a realocação dos dois milhões de habitantes da região para países vizinhos, apesar da resistência de algumas nações árabes, que reagiram negativamente à ideia.

“Estamos dando à Jordânia e ao Egito bilhões de dólares por ano. Fiquei um pouco surpreso que eles disseram o que disseram”, ressaltou. “E eu digo, meu plano é o caminho a seguir. Acho que é um plano que realmente funciona, mas não vou impor. Simplesmente vou me sentar e recomendar”, acrescentou Trump.

Resistência

Países árabes classificam a proposta como uma medida de “linha dura”, argumentando que a retirada da população seria feita à força, mesmo contra a vontade dos próprios palestinos.

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O Egito, por exemplo, defende a reconstrução de Gaza, mas insiste na permanência dos habitantes na região — uma contraproposta já apresentada pelo governo egípcio aos EUA.

O plano de Trump também é rejeitado por França e Alemanha, que alegam que o deslocamento forçado dos palestinos violaria o direito internacional. Por outro lado, o republicano conta com o apoio de Israel, que se opõe à permanência da população no território, alegando que grupos terroristas podem se fortalecer no período, especialmente o Hamas.