Trump afaga eleitorado com pautas ideológicas no início de governo

Presidente dos Estados Unidos tem colocado em prática ações que restringem direitos de pessoas trans e pessoas com deficiência

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, usou os primeiros 30 dias para fazer alguns afagos à parte importante da base eleitoral dele. Medidas adotadas pelo mandatário norte-americano estão em sintonia com discursos de campanha.

Parte das determinações de Trump foi no sentido de restringir direitos de pessoas trans, desmobilizar a abordagem de temas como racismo e gênero nas escolas e até a criação de um escritório para combater o preconceito “anticristão”.

Pessoas com deficiências também foram alvos de Trump. No último dia 21, o presidente dos EUA determinou o fim de um programa de diversidade no órgão federal de aviação (FAA, na sigla em inglês).

Ele afirmou, sem provas, que o programa de diversidade representava risco à segurança aérea do país.  Trump disse ainda que o FAA tinha por costume “recrutar e contratar especificamente indivíduos com enfermidades graves, que podem impactar a execução de suas funções essenciais para salvar vidas”.

No fim de janeiro, Trump assinou ordens executivas que determinam que pessoas transexuais não possam mais se identificar com um gênero divergente ao do nascimento nas Forças Armadas do país. “Agora, só existem dois gêneros: masculino e feminino”, adiantou Trump no dia da posse.

“A medida é consistente com a missão militar e a política de longa data do Departamento de Defesa. Expressar uma falsa ‘identidade de gênero’ divergente do sexo de um indivíduo não pode satisfazer os padrões rigorosos necessários para o serviço militar”, detalha trecho do texto da ordem executiva.
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Um programa de diversidade na Casa Branca também foi encerrado por Trump. Apesar das medidas, o presidente enfrenta resistência em tribunais do país. Ativistas têm procurado a Justiça para manter direitos que haviam sido conquistados.

No início de fevereiro, Trump já havia mirado pessoas trans. Um decreto assinado por ele proibiu meninas e mulheres transgêneros de participar de competições esportivas.

Deportações

O reforço no combate à imigração ilegal, com o aumento de prisões e deportações, também está em sintonia com a base eleitoral de Trump. O presidente dos Estados Unidos determinou o reforço do patrulhamento anti-imigratório na fronteira com o México.

Paralemente a isto, estabeleceu a meta diária de 1.200 prisões de imigrantes em situação ilegal. Os números do Departamento de Imigração e Fiscalização Alfandegária (ICE, na sigla inglês) demonstraram um aumento nas detenções após o retorno de Trump ao poder.

As últimas publicações sobre esta estatística não revelaram o cumprimento da meta. O último número de prisões apresentado foi no dia 31 de janeiro, quando foram presas 864 pessoas. Desde então, os perfis das redes sociais do ICE mostram casos separados de prisões. As redes sociais do órgão dão destaque para imigrantes em situação ilegal que tenham cometido crimes.

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