“Trump autoriza a xenofobia”, alerta especialista em imigrações

Especialista em imigrações destaca que o presidente norte-americano coloca em risco a segurança de estrangeiros ao culpá-los pela violência

atualizado

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1 de 1 foto-sueli-siqueira - Foto: Material cedido ao Metrópoles

A professora Sueli Siqueira (foto em destaque), pesquisadora da Universidade Vale do Rio Doce (Univale) especializada em questões imigratórias, lembra que as deportações promovidas pelos Estados Unidos de imigrantes sem documentação sempre existiram.

O período que menos houve transportes de volta ao país de origem foi no governo do recém-falecido presidente Jimmy Carter, que esteve na Casa Branca entre 1977 a 1981. O presidente que mais deportou imigrantes foi Barack Obama, que governou os EUA entre 2009 a 2017.

A grande diferença do atual momento, conforme a professora, está no discurso de Donald Trump, que atribui aos imigrantes a culpa pelos problemas da economia norte-americana e também do aumento da criminalidade.

“Ele coloca os imigrantes como os causadores da violência. Ele iguala o imigrante a um criminoso de alta periculosidade. Culpa a imigração pela inflação, pela falta de emprego. O discurso dele autoriza a xenofobia, a agressão que, por enquanto, ainda é só verbal”, disse ela.

Outra diferença é que agora as fronteiras dos Estados Unidos estão fechadas. Segundo a professora, quem for preso na fronteira não vai mais receber uma tornozeleira eletrônica para comparecer à Corte dali a três ou quatro meses. Agora, quem for pego tentando atravessar a fronteira ilegalmente vai ser mandado de volta ao México.

Políticas de acolhimento

A professora afirma que, se há algum ponto a ser destacado no atual momento, é que o discurso anti-imigração de Donald Trump obriga os governos federal, estadual e municipal a pensarem políticas públicas de acolhimento aos deportado. Segundo ela, nunca houve nenhum tipo de acolhimento aos imigrantes repatriados.

“Ano passado chegaram 16 voos de deportados em Belo Horizonte e muitos que chegaram não eram de Minas Gerais. Os funcionários do aeroporto é que tentavam ajudar as pessoas. Agora, já há um projeto de criação de um posto de acolhimento no Aeroporto de Confins. E não basta uma inserção no mercado de trabalho se a pessoa está emocionalmente destruída. É preciso uma atenção inicial à saúde mental”, concluiu Sueli Siqueira.

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