Trump assina ordem que estende prazo para fechamento do TikTok nos EUA

Ordem assinada amplia prazo em 90 dias para que dona do TikTok encontre comprador não chinês e evite banimento da plataforma nos EUA

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1 de 1 Imagem de um celular exibindo o logotipo do app TikTok e, ao fundo, uma bandeira dos Estados Unidos - Metrópoles - Foto: Beata Zawrzel/NurPhoto via Getty Images

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou nesta quinta-feira (19/6) que assinou uma nova ordem executiva que prorroga o prazo dado ao TikTok para que a plataforma encontre um comprador fora da China. A decisão amplia por mais 90 dias o período antes de um possível bloqueio do aplicativo no país.

“Acabei de assinar a Ordem Executiva que prorroga o prazo para o fechamento do TikTok por 90 dias (17 de setembro de 2025)”, afirmou Trump na Truth Social.

A extensão do prazo já havia sido comunicada informalmente, mas aguardava a assinatura presidencial para entrar em vigor.

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Câmara dos Estados Unidos aprovou um projeto de lei que pode banir o Tiktok do país
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Terceira prorrogação

No começo de abril, Trump, que se envolveu diretamente nas negociações para a venda do TikTok, já havia estendido por mais 45 dias o prazo para o desfecho do negócio. No início de maio, o presidente indicou que decretaria uma nova prorrogação.

Até então, o prazo limite acabava nesta quinta-feira (19/6). Com o novo adiamento, esta é a terceira vez que o governo posterga a aplicação da lei aprovada em 2024, que determina a venda da operação americana do TikTok por questões de segurança nacional.

A legislação exige que a ByteDance, controladora chinesa da plataforma de vídeos, abra mão do controle da operação nos Estados Unidos. O objetivo é reduzir riscos de que o governo da China tenha acesso a dados de usuários americanos ou interfira no conteúdo exibido na rede social.

Apesar das preocupações, o governo dos EUA não apresentou até o momento evidências concretas que sustentem as suspeitas.

Negociações

Negociações entre a ByteDance e possíveis compradores seguem em andamento, mas a venda depende de autorização tanto da empresa chinesa, quanto das autoridades de Pequim, que até agora não deram sinal verde.

Em declarações dada no dia 9 de março, Trump afirmou que as tratativas avançaram com pelo menos quatro possíveis compradores da plataforma destinada ao compartilhamento de vídeos curtos. “Estamos negociando com quatro grupos diferentes, e muitas pessoas querem [comprar o TikTok]”, disse.

Em abril, surgiram informações de que um acordo estava próximo. O plano previa uma reestruturação da operação americana do TikTok, com investidores não chineses elevando sua participação de 60% para 80%. A ByteDance manteria os 20% restantes.

Segundo a proposta discutida, a Oracle — que já hospeda os dados do TikTok nos EUA — assumiria a gestão da plataforma no país, em parceria com a gestora Blackstone ou com o empresário Michael Dell.

As negociações, no entanto, foram afetadas pelas recentes medidas comerciais do governo norte-americano. Entre elas, estão tarifas sobre produtos importados da China, que começaram em 54%, chegaram a 145% e depois foram parcialmente reduzidas. A escalada nas tensões acabou travando o processo de venda.

Apesar dos desdobramentos, Trump já admitiu em outras ocasiões ser um usuário ativo das redes sociais e afirmou que tem uma visão positiva do TikTok, aplicativo que foi importante durante sua campanha presidencial de 2024.

Entenda

Com cerca de 170 milhões de usuários nos EUA, o TikTok foi retirado do ar no dia 19 de janeiro, pouco antes de entrar em vigor uma lei que exigia que a ByteDance vendesse o aplicativo por questões de “segurança nacional”.

Depois de assumir o mandato como presidente dos EUA, em 20 de janeiro, Trump assinou um decreto que adiou a aplicação da lei em 75 dias.

De acordo com dados da plataforma Sensor Tower, o TikTok foi o segundo app mais baixado nos EUA no ano passado, com 52 milhões de downloads (52% na App Store e 48% no Google Play).

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