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Trump aprova fuzilamento de autor de massacre em base militar dos EUA

Nidal Hasan foi condenado à morte pelo ataque que matou 13 pessoas e feriu outras 32 em uma base militar no Texas, em 2009

05/10/2026 23:22, atualizado 05/10/2026 23:49
Joyce N. Boghosian/Casa Branca
Donald Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aprovou a execução por pelotão de fuzilamento de Nidal Malik Hasan, ex-major e psiquiatra do Exército condenado pelo ataque que matou 13 pessoas e feriu outras 32 na base militar de Fort Hood, no Texas, em 2009. A decisão foi confirmada nesta segunda-feira (5/10) pelo porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, em uma publicação no X.

Segundo Parnell, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, recomendou a execução, que foi aprovada por Trump. “O secretário do Exército definirá a data e o local da execução. O dia do julgamento de Hasan finalmente chegou”, escreveu o porta-voz.

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Ataque em Fort Hood

  • Hasan abriu fogo em 5 de novembro de 2009 em um centro de atendimento a militares na base de Fort Hood. O ataque matou 13 pessoas e deixou outras 32 feridas.
  • Na época, Hasan era psiquiatra do Exército e tinha a patente de major. Ele foi condenado em 2013 por 13 acusações de homicídio premeditado e 32 de tentativa de homicídio premeditado.
  • Desde então, está no corredor da morte da prisão militar de Fort Leavenworth, no Kansas.
  • Durante o julgamento, Hasan decidiu fazer a própria defesa e não contestou ter sido o autor dos disparos. Ele afirmou que havia agido para impedir que militares fossem enviados ao Afeganistão e matassem muçulmanos.

Se a pena for cumprida, será a primeira execução realizada pelo sistema militar dos Estados Unidos desde 1961. A última ocorreu naquele ano, quando o soldado John Bennett foi executado por enforcamento em Fort Leavenworth.

A decisão de Trump ainda precisa passar por etapas administrativas e judiciais. Hasan pode recorrer à Justiça federal para tentar suspender ou adiar a execução.

O Departamento de Justiça dos EUA passou a autorizar o pelotão de fuzilamento como uma das vias para a aplicação da pena de morte no sistema federal no início deste ano. A medida foi anunciada como parte de um esforço para intensificar as execuções federais.