Tiroteios no Texas e Ohio: conheça as vítimas dos ataques nos EUA

Atiradores mataram 31 pessoas, deixando um rastro de terror nas cidades de El Paso e Dayton

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atualizado 07/08/2019 9:15

Os ataques que abalaram duas cidades norte-americanas deixaram 31 mortos e aproximadamente 50 feridos. No intervalo de cerca de 12 horas, entre esse sábado (03/08/2019) e a madrugada de domingo (04/08), atiradores deixaram um rastro de terror em El Paso e Dayton. Entre os mortos está a irmã de um dos atiradores, que foi morto pela polícia.

O primeiro ataque foi registrado na tarde de sábado, em uma loja Walmart no Texas, onde 22 morreram e 26 ficaram feridos. Segundo a polícia, os tiros ocorreram entre as ruas Hawkins e Gateway East, onde fica o estabelecimento comercial. Um homem branco de 21 anos de Allen, Dallas, foi levado sob custódia depois de se render. No momento dos disparos, a loja tinha movimento intenso de pessoas, por conta da temporada de volta às aulas. A polícia e o FBI investigam se o ato foi um crime de ódio depois que um manifesto contra imigrantes, escrito pelo atirador, foi compartilhado nas redes sociais. No texto, ele falava em “invasão mexicana” no Texas. Sete mexicanos foram mortos e seis estão entre os feridos.

Em Dayton, nove pessoas morreram e outras 26 se feriram durante a madrugada de domingo, quando um atirador abriu fogo próximo ao bar Ned Peppers, na East Fifht Street, região central da cidade. Havia um show de rap sendo realizado perto do local. As vítimas, cinco homens e quatro mulheres, tinham entre 22 e 57 anos. O autor dos disparos, 24, foi morto a tiros pela polícia, que apura se a motivação do crime seria a irmã do criminoso. Megan Betts, 22, foi uma das primeiras a ser assassinada.

Conheça as 9 vítimas do ataque em Dayton:

 

Polícia ainda identifica mortos no Texas
As autoridades de segurança ainda trabalham na identificação dos mortos no ataque ocorrido no Walmart, em El Paso. Por isso, uma lista oficial com os nomes ainda não foi divulgada. Os hospitais locais confirmaram que estão tratando entre 22 e 26 vítimas do tiroteio, algumas em estado grave. O porta-voz da polícia de El Paso, sargento Robert Gomez, disse que o Walmart  estava “no limite” da capacidade, com até 3 mil pessoas no interior do local no momento do tiroteio. A polícia havia respondido dentro de seis minutos após receber os primeiros relatos de um atirador em ação, às 10h39. Veja quem já foi identificado:

Cidadãos mexicanos entre os mortos
Sete mexicanos também estavam entre os mortos, disse o presidente Andrés Manuel López Obrador. Os nomes foram divulgados pelo secretário mexicano de Relações Exteriores, Marcelo Ebrard, em um post no Twitter:

  • Sara Esther Regalado
  • Adolfo Cerros Hernández
  • Jorge Calvillo García
  • Elsa Mendoza de la Mora
  • Gloria Irma Márquez
  • María Eugenia Legarreta Rothe
  • Ivan Filberto Manzano

Promotor pedirá prisão perpétua
O criminoso que foi preso em El Paso é de Allen, cidade do Texas que fica a cerca de 1.055 quilômetros de El Paso. Vídeos amadores feitos no local mostram várias pessoas sendo retirados do centro comercial e pessoas se escondendo em meio ao som do tiroteio provocado por ele. Há ainda imagens de visitantes saindo com as mãos ao alto do local. Sem possibilidade de fiança, ele foi formalmente acusado de homicídio. O promotor de El Paso informou que vai pedir a prisão perpétua para o criminoso.

Em pronunciamento na praça São Pedro, no Vaticano, o papa Francisco condenou ataques a “pessoas indefesas” e manifestou apoio às vítimas e familiares dos assassinatos em massa em El Paso, Dayton e também o ocorrido no domingo passado na Califórnia, quando três pessoas foram mortas durante um festival gastronômico.

Clima de ódio e violência
Os indícios de que o ataque no Texas teriam motivação racial levaram opositores democratas a jogarem a culpa sobre a retórica anti-imigração de Trump que, para muitos, fomenta um clima de ódio e de violência contra os migrantes. O líder norte-americano se defendeu, afirmando que seu governo já fez muito para impedir ataques, mas admitiu que talvez seja preciso fazer mais. “O ódio não tem lugar no nosso país”, afirmou. Até então, ele havia apenas publicado uma confusa série de tuítes expressando apoio às vítimas, ao mesmo tempo em que promovia uma luta de MMA e lançava críticas a seus adversários políticos.

Trump ainda atribuiu os massacres a uma combinação entre ódio e problemas mentais, afirmando que, em ambos os casos do fim de semana, os atiradores são pessoas “com doenças mentais muito graves”.

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