Tensão sobe no Oriente Médio e risco de propagação da guerra aumenta

Morte de líder do Hamas e explosões no Irã aumentaram tensão no Oriente Médio e preocupação sobre possível escalada da guerra na região

atualizado

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Imagem coloria mostra fumaça após ataque aéreo atingir a faixa de gaza - Metrópoles
1 de 1 Imagem coloria mostra fumaça após ataque aéreo atingir a faixa de gaza - Metrópoles - Foto: Abed Rahim Khatib/Anadolu via Getty Images

A guerra entre Israel e o grupo extremista Hamas se aproxima do terceiro mês, sem horizonte para acabar. Pelo contrário: nos últimos dias, a tensão que atinge o Oriente Médio desde outubro de 2023 teve outra escalada. A morte de um dos líderes do Hamas e explosões no Irã elevaram a preocupação internacional de que o conflito se propague na região.

Nessa terça-feira (3/1), o Hamas informou que um ataque aéreo israelense matou o vice-líder da ala política do Hamas, Saleh al-Arouri, nos subúrbios do sul de Beirute, no Líbano. Embora o governo de Israel não tenha confirmado a autoria da explosão, o grupo extremista e o Hezbollah acusam as Forças de Defesa israelenses.

Saleh al-Arouri foi um dos fundadores do braço armado do Hamas, as chamadas Brigadas de Al-Qassam. Ainda que outros líderes do Hamas tenham sido eliminados em ataques israelenses, a morte de Saleh ganhou dimensão especial por ter ocorrido em área dominada pelo Hezbollah.

No mesmo dia da morte, o porta-voz das Forças de Defesa de Israel (FDI), Daniel Hagari, afirmou que as tropas estão em estado de prontidão tanto na defesa quanto no ataque. “Estamos altamente preparados para qualquer cenário. O mais importante a se dizer esta noite é que estamos e continuamos focados na luta contra o Hamas”, escreveu em comunicado.

Em discurso transmitido nessa quarta-feira (3/1), o líder do Hezbollah, Hasan Nasrallah, ameaçou Israel pelo ataque. “Se o inimigo pensa em travar uma guerra contra o Líbano, então a nossa luta será sem teto, sem limites, sem regras. E eles sabem o que quero dizer”, ressaltou Hasan em discurso, segundo a Al Jazeera.

O Hezbollah troca fogo com Israel desde 7 de outubro de 2023. Os disparos contra o território israelense começaram em apoio à ação do Hamas, quando o grupo empreendeu um ataque surpresa que resultou na morte de 1,2 mil pessoas.

Explosão no Irã

Somou-se a essa tensão duas explosões ocorridas no Irã, que mataram mais de 100 pessoas nesta quarta (3/1). As vítimas caminhavam em procissão para o túmulo do general iraniano Qassem Soleimani, morto em um ataque com drone dos Estados Unidos, em 2020.

O presidente do Irã, Ebrahim Raisi, lamentou as mortes e afirmou que, “sem dúvida, os autores deste ato covarde e hediondo serão, em breve, identificados e punidos pelas forças de segurança competentes e pela aplicação da lei ”

“Este desastre terá uma resposta dura, se Deus quiser”, afirmou o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, segundo a Al Jazeera.

Terceiro mês de guerra

A guerra entre Israel e o Hamas teve uma escalada em 7 de outubro de 2023, ocasião em que o grupo extremista promoveu um ataque surpresa a Israel. Desde então, as tropas israelenses promoveram ataques aéreos e incursões terrestres à Faixa de Gaza, que é dominada pelo Hamas.

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Entre os libertados estão famílias de reféns
Um primeiro grupo de reféns recebeu liberdade na sexta (24/11) após acordo
A fumaça sobe depois que ataques israelenses aéreos, marítimos e terrestres atingiram áreas residenciais em Rafah, Gaza, em 23 de novembro de 2023
Vista da destruição no campo de refugiados de Nuseirat, na cidade de Gaza
Israel intensifica as operações militares em Gaza depois que uma trégua sustentada entre o Hamas e Israel não durou mais de uma semana, apesar das negociações diplomáticas e da libertação de prisioneiros
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Israel intensifica as operações militares em Gaza depois que uma trégua sustentada entre o Hamas e Israel não durou mais de uma semana, apesar das negociações diplomáticas e da libertação de prisioneiros

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Entre os libertados estão famílias de reféns
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Entre os libertados estão famílias de reféns

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Um primeiro grupo de reféns recebeu liberdade na sexta (24/11) após acordo
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Um primeiro grupo de reféns recebeu liberdade na sexta (24/11) após acordo

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A fumaça sobe depois que ataques israelenses aéreos, marítimos e terrestres atingiram áreas residenciais em Rafah, Gaza, em 23 de novembro de 2023
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A fumaça sobe depois que ataques israelenses aéreos, marítimos e terrestres atingiram áreas residenciais em Rafah, Gaza, em 23 de novembro de 2023

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Vista da destruição no campo de refugiados de Nuseirat, na cidade de Gaza
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Vista da destruição no campo de refugiados de Nuseirat, na cidade de Gaza

Ashraf Amra/Anadolu via Getty Images

Conforme relatório do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha, sigla em inglês) de 2 de janeiro, a guerra resultou em cerca de 22,3 mil mortos, somados ambos os lados. Em Israel, foram 1,2 mil óbitos, enquanto do lado palestino, 22,1 mil mortes.

Embora enfrente pressão internacional para frear o conflito, Israel indicou que não desistirá. Recentemente, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu disse que a guerra contra o Hamas se estenderá por “muitos mais meses”. A declaração ocorreu durante uma coletiva de imprensa, em 30 de dezembro.

Netanyahu, durante a fala, se comprometeu a continuar com a guerra “em todas as frentes”, até que todos os objetivos sejam cumpridos. O governo de Israel tem destacado três metas: destruir o Hamas, trazer os reféns de volta e garantir que Gaza não represente mais uma ameaça.

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