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Mundo

Tarifas de Trump são chocante agressão ao Brasil, diz Economist

The Economist classificou ainda as sanções impostas ao ministro Alexandre de Moraes (STF) como ação geralmente reservada a ditadores

Luciana Moherdaui25/07/2025 23:50, atualizado 26/07/2025 01:28
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Gabriel Lucas / Arte Metrópoles
Imagem colorida de Trump, Bolsonaro e Brics - Metrópoles

Em artigo intitulado “A chocante agressão de Trump ao Brasil”, a revista The Economist afirmou que a implementação de uma tarifa de 50% sobre todas as exportações brasileiras e a suspensão dos vistos de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) é uma das maiores interferências na América Latina desde a Guerra Fria.

A Economist classificou ainda as medidas contra o ministro Alexandre de Moraes (STF) como ação geralmente reservada a ditadores e senhores da guerra. O secretário de Estado Marco Rubio anunciou que pretender usar a Lei Magnitsky  para impor sanções a Moraes.

Entre as punições previstas pela lei estão bloqueio de bens e contas nos EUA e a proibição de entrada em território norte-americano.

“Se atrair a ira de Trump deveria fortalecer a direita brasileira antes das eleições gerais do ano que vem, o plano está saindo pela culatra. Brasileiros de todos os tipos estão apoiando Lula. Estátuas de Trump foram queimadas nas ruas. O índice de aprovação de Lula, que vinha caindo, se recuperou. Ele agora lidera o grupo de potenciais candidatos para a corrida do ano que vem”, registrou a revista britânica.

As tarifas podem causar problemas para o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados de direita. “Apenas 13% das exportações brasileiras vão para os Estados Unidos, no valor de US$ 43 bilhões por ano (cerca de 28% vão para a China, uma parcela que provavelmente aumentará se as tarifas de Trump forem promulgadas)”, aponta a Economist.

De acordo com a publicação, o banco Goldman Sachs avalia que as tarifas podem reduzir o crescimento em 0,4 ponto percentual, para cerca de 2% este ano. No entanto, o impacto provavelmente recairá desproporcionalmente sobre as empresas sediadas em regiões que são redutos de Bolsonaro.