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Lula diz que Trump caiu em mentira e que os Bolsonaros traem a nação

Em visita a Osasco (SP), Lula anunciou investimentos de R$ 4,67 bilhões em ações, em 49 periferias de 32 municípios de 12 estados

atualizado

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Ricardo Stuckert / PR
Cerimônia de anúncio dos projetos habilitados pelo Novo PAC Seleções 2025 Lula e autoridades
1 de 1 Cerimônia de anúncio dos projetos habilitados pelo Novo PAC Seleções 2025 Lula e autoridades - Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse, nesta sexta-feira (25/7), durante agenda em Osasco, na Grande São Paulo, que a família Bolsonaro “está traindo a nação” e induzindo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a acreditar na “mentira” de perseguição política ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para impor o tarifaço de 50% sobre os produtos brasileiros.

O petista posou com a bandeira do Brasil no palco do evento, ao lado do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), e de ministros. Lula disse que os bolsonaristas se apropriaram de símbolos nacionais e que, agora, estão subservientes aos americanos.

“Esses mesmos cidadãos ou cidadãs que utilizavam a camisa da Seleção Brasileira e a bandeira nacional se dizendo patriotas estão agora agarrados na bota do presidente dos Estados Unidos pedindo para ele fazer intervenção no Brasil, numa total falta de patriotismo. Junto à falta de patriotismo, com sem-vergonhice, com traição”, disse Lula.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva
O prefeito Gerson Pessoa (Podemos) discursou ao lado do presidente Lula (PT) em Osasco.
O presidente Lula (PT) e o prefeito de Osasco Gerson Pessoa (Podemos) em anúncio de obras na periferia
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva em evento em Osasco, na Grande São Paulo
Antes da cerimônia, Lula visitou periferias em Osasco, na Grande São Paulo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva

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O prefeito Gerson Pessoa (Podemos) discursou ao lado do presidente Lula (PT) em Osasco.
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O prefeito Gerson Pessoa (Podemos) discursou ao lado do presidente Lula (PT) em Osasco.

Valentina Moreira/ Metrópoles
O presidente Lula (PT) e o prefeito de Osasco Gerson Pessoa (Podemos) em anúncio de obras na periferia
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O presidente Lula (PT) e o prefeito de Osasco Gerson Pessoa (Podemos) em anúncio de obras na periferia

Reprodução/Redes sociais
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva em evento em Osasco, na Grande São Paulo
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Presidente Luiz Inácio Lula da Silva em evento em Osasco, na Grande São Paulo

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Antes da cerimônia, Lula visitou periferias em Osasco, na Grande São Paulo
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Antes da cerimônia, Lula visitou periferias em Osasco, na Grande São Paulo

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Lula e moradores da Favela 13, em Osasco na Grande São Paulo
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Lula e moradores da Favela 13, em Osasco na Grande São Paulo

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Lula posa com moradoras da periferia de Osasco, na Grande São Paulo
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Lula posa com moradoras da periferia de Osasco, na Grande São Paulo

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Lula inspeciona córrego acompanhado do deputado estadual Emídio de Souza, e do ministro Jader Filho
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Lula inspeciona córrego acompanhado do deputado estadual Emídio de Souza, e do ministro Jader Filho

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A fala ocorreu durante visita a Osasco, na qual Lula anunciou investimentos de R$ 4,6 bilhões do “Novo PAC Seleções 2025 Periferia Viva – Urbanização de Favelas”. O município da Grande São Paulo será contemplado com obras no Jardim Rochdale, Favela da 13 e Favela do Limite.

“Estão pedindo para o presidente da República dos Estados Unidos aumentar a taxa das coisas que nós vendemos para eles para poder libertar o pai. Ou seja, trocando o Brasil pelo pai. Que patriota que é esse?”, questionou Lula, referindo-se à carta enviada por Trump, dia 9 de julho, para anunciar o tarifaço. Nela, o líder norte-americano cita uma “caça às bruxas” contra Jair Bolsonaro.

“Por isso eu estranhei que o presidente americano postasse uma carta para mim, no portal dele, dizendo que o Brasil seria taxado em 50%, e pede na carta que a gente pare de perseguir Bolsonaro imediatamente”, disse. “Se o presidente Trump tivesse ligado para mim, eu certamente explicaria para ele o que está acontecendo com o ex-presidente”, pontuou Lula.

“Ele [Trump] foi induzido a acreditar numa mentira de que o Bolsonaro tá sendo perseguido”, acrescentou o presidente brasileiro.

Além da suposta perseguição a Bolsonaro, Lula rebateu dois pontos contestados por Trump na carta, a regulação das redes sociais e o déficit da balança comercial entre os dois países. Ainda assim, o presidente brasileiro disse que está disposto a negociar com os EUA e colocou Alckmin como o responsável pela negociação.

“Primeiro, o Bolsonaro não está sendo perseguido, ele está sendo julgado com todo direito de defesa (…) Ele tentou dar um golpe neste país. Ele não queria que eu e o Alckmin tomássemos posse, e ele chegou montar uma equipe para matar o Lula, para matar o Alckmin, para matar o presidente do Tribunal Eleitoral, o Alexandre de Moraes. Isso já está provado por delação deles mesmos.”

Lula ainda fez um apelo aos deputados presentes para tomarem providências contra o também deputado Eduardo Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente que vive nos Estados Unidos e diz ter ajudado a articular a taxação sobre o Brasil.

“Vocês na Câmara têm que tomar uma atitude. Esse cara é deputado, ele se afastou, foi lá para os Estados Unidos ficar pedindo ‘ô, Trump, salva meu pai, salva meu pai, Trump’”.

Visita a SP sem Tarcísio

Além de Lula e Geraldo Alckmin (PSB), os ministros da Casa Civil, Rui Costa (PT), do Empreendedorismo, Márcio França (PSB), e das Cidades, Jader Filho (MDB), integram a comitiva presidencial que foi a Osasco.

Os deputados federais do PT Alencar Santana, Alfredinho, Jilmar Tatto e Vincentinho participam do evento, além do psolista Guilherme Boulos. O secretário nacional de Periferias, Guilherme Simões, indicação de Boulos ao governo Lula, também foi à cerimônia.

Esta é a oitava vez que o titular do Planalto visita o estado neste ano. Em apenas uma das agendas, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), atendeu ao convite do presidente. Rivais políticos, Lula e Tarcísio subiram no mesmo palco durante o lançamento das obras Túnel Santos-Guraujá, em fevereiro.


Lula em SP

  • A primeira viagem de Lula a São Paulo neste ano foi para fazer exames de rotina no Hospital Sirio-Libanês, em 20 de fevereiro.
  • Em 27 de fevereiro, o petista voltou ao estado para participar de cerimônia para lançar a obra do túnel Santos-Guarujá.
  • O evento no litoral foi a única agenda pública do petista que contou com a presença de Tarcísio de Freitas, em 2025. Uma semana antes, eles já haviam se encontrado em reunião fechada no Palácio do Planalto.
  • Em 14 de março, Lula participou da entrega de 789 ambulâncias em Sorocaba.
  • Na semana seguinte, o petista voltou a Sorocaba para visitar a fábrica da Toyota.
  • Nos dias 7 e 8 de abril, Lula foi ao Centro de Distribuição do Mercado Livre em Cajamar (SP) e participou da abertura do 100º Encontro Internacional da Indústria da Construção (Enic), na capital.
  • Em maio, o petista voltou à capital paulista para inaugurar um novo curso de medicina e participou de evento de renovação do patrocínio da Caixa para o centro de treinamento de atletas paraolímpicos.
  • Em junho, Lula esteve na Favela do Moinho para anunciar auxílio financeiro às famílias que seriam retiradas do local.
  • Nesta sexta-feira (25/7), Lula foi a Osasco e anunciou os investimentos de  R$ 4,67 bilhões em ações em 49 periferias de 32 municípios de 12 estados, do Programa “Novo PAC Seleções 2025 Periferia Viva – Urbanização de Favelas”.

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