Tarifaço: países são vítimas de práticas ilegais e chantagem, diz Lula

Sem mencionar Trump, Lula citou “chantagem tarifária” e pediu cooperação de países do Brics para superar o protecionismo

atualizado

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Ricardo Stuckert / PR
Presidente Lula em pronunciamento à nação
1 de 1 Presidente Lula em pronunciamento à nação - Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que países “se tornaram vítimas de práticas comerciais injustificadas e ilegais”. O petista não citou diretamente as políticas tarifárias do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mas a crítica foi feita durante reunião virtual com países do Brics, na manhã desta segunda-feira (8/9), para tratar do tarifaço dos EUA.

Participaram do encontro, líderes de China, Egito, Indonésia, Irã, Rússia, África do Sul, além do príncipe herdeiro dos Emirados Árabes Unidos, do chanceler da Índia e do vice-ministro das Relações Exteriores da Etiópia. A reunião foi convocada pelo chefe do Planalto.

Em discurso, o presidente brasileiro falou sobre “chantagem tarifária” e criticou a paralisia da Organização Mundial do Comércio (OMC).

“Nossos países se tornaram vítimas de práticas comerciais injustificadas e ilegais. A chantagem tarifária está sendo normalizada como instrumento para conquista de mercados e para interferir em questões domésticas. A imposição de medidas extraterritoriais ameaça nossas instituições. Sanções secundárias restringem nossa liberdade de fortalecer o comércio com países amigos”, disse Lula.

O presidente também defendeu ampliar a cooperação entre países do Brics para “mitigar os efeitos do protecionismo”.

“Cabe ao Brics mostrar que a cooperação supera qualquer forma de rivalidade. Regras e normas mutuamente acordadas são essenciais para o desenvolvimento. O comércio e a integração financeira entre nossos países oferecem opção segura para mitigar os efeitos do protecionismo”, ressaltou.

Durante a reunião, o presidente da China, Xi Jinping, também criticou a imposição de tarifas de forma unilateral. Ele afirmou que as guerras tarifárias e comerciais “perturbam gravemente a economia mundial e minam as regras do comércio internacional”.

Nas últimas semanas, Lula tem intensificado o contato com líderes estrangeiros em busca de marcar posição contra o tarifaço imposto por Washington e ampliar parcerias comerciais.

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Chefes de Estado reunidos para a cúpula do Brics no Rio de Janeiro
Reunião do Brics no Rio de Janeiro
Presidente Lula discursa durante cúpula do Brics, no Rio de Janeiro
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Chefes de Estado reunidos para a cúpula do Brics no Rio de Janeiro
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Chefes de Estado reunidos para a cúpula do Brics no Rio de Janeiro

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Reunião do Brics no Rio de Janeiro

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Presidente Lula discursa durante cúpula do Brics, no Rio de Janeiro

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Guerras e meio ambiente

Ao longo da declaração, Lula também falou sobre os conflitos na Ucrânia e na Faixa de Gaza, ressaltando que o encontro entre o presidente russo, Vladimir Putin, e Trump, no Alaska, representa um “passo na direção correta” para o fim da guerra no Leste Europeu.

Lula ainda condenou a decisão de Israel de assumir o controle da Faixa de Gaza e ameaçar a anexação da Cisjordânia. “É urgente colocar fim ao genocídio em curso e suspender as ações militares nos territórios Palestinos”, destacou.

A duas semanas da 80ª Assembleia Geral das Nações Unidas, o petista defendeu a reforma do Conselho de Segurança para incluir países da América Latina, África e Ásia como membros permanentes e não permanentes.

Ele também falou sobre a necessidade de uma “governança democrática” no âmbito digital. “Sem soberania digital, seremos vulneráveis à manipulação estrangeira”, defendeu.

Outro ponto abordado no discurso foi a realização da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP), em Belém. Lula sugeriu a criação de um “Conselho de Mudança do Clima da ONU, que articule diferentes atores, processos e mecanismos que hoje se encontram fragmentados”.

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