Talibã ataca o Paquistão após Afeganistão ser bombardeado
De acordo com o Talibã, ataques visaram a posições do Estado Islâmico (ISIS) no território do Paquistão

O grupo Talibã, que controla o governo afegão, disse ter bombardeado pontos do Paquistão visando a posições do Estado Islâmico (ISIS). Os ataques, segundo o Ministério da Defesa do Afeganistão, aconteceram nesta terça-feira (30/6).
As operações atingiram bases da filial do ISIS no Paquistão, o Estado Islâmico de Khorasan (EI-K), nas províncias de Khyber Pakhtunkhwa o Baluchistão.
“Esses centros eram usados para realizar atividades destrutivas e planejar ataques no Afeganistão, servindo também como centro de coordenação para bombardeios que tinham como alvos civis afegãos”, disse o Ministério da Defesa do Afeganistão em um comunicado.
O número de baixas ou feridos pelos ataques não foi divulgado. Até o momento autoridades paquistanesas ainda não se pronunciaram sobre o caso.
A ofensiva do Talibã acontece dias após o Paquistão bombardear três províncias afegãs, onde ao menos 28 civis morreram, segundo a Missão de Assistência das Nações Unidas no Afeganistão (Unama).
No último domingo (28/6), o ministro da informação paquistanês, Atta Tarar, anunciou que 29 terroristas tinham sido mortos durante os ataques realizados em regiões fronteiriças com o Afeganistão.
Os bombardeios foram uma retaliação a um atentado contra um quartel-general na cidade de Karachi, no sul do Paquistão, onde três membros ligados às forças de segurança do país morreram.
A nova onda de tensão entre os dois países tem como plano de fundo motivos antigos, que colocam Afeganistão e Paquistão em rota de colisão há décadas.
Entre elas estão disputas fronteiriças e acusações mútuas sobre o suporte a grupos terroristas.
O Paquistão diz que o governo do Afeganistão, liderado pelo Talibã, abriga membros do tehrik-i-Taliban Pakistan (também conhecido como Talibã Paquistanês), que eventualmente agem contra o país.
Enquanto isso, autoridades afegãs alegam que membros do ISIS usam o território do Paquistão para realizar ataques contra o Afeganistão.


