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Israel rebate Guterres após crítica a ataque em Beirute: "Vergonha"

Ministério das Relações Exteriores israelense avaliou que fala do chefe da ONU "recompensa e inflama" ataques contra o país

Repórter de Mundo14/06/2026 19:10
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Reprodução/ Getty Images
Imagem colorida da bandeira de Israel - Metrópoles

O governo de Israel reagiu neste domingo (14/6) às críticas do secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, sobre a nova ofensiva militar israelense contra o Líbano.

Em publicação nas redes sociais, o Ministério das Relações Exteriores israelense acusou Guterres de omitir os responsáveis pelo conflito e afirmou que sua manifestação “recompensa e inflama” ataques contra Israel.

Segundo o governo de Israel, o Hezbollah iniciou ataques contra o norte do país com apoio do Irã, e as ações militares israelenses representam uma resposta defensiva.

“O Hezbollah ataca. O Irã o apoia. Israel se defende. E Guterres ainda não consegue dizer a palavra ‘Hezbollah’ nem condenar o Irã. Ignorar os agressores não reduz o conflito. Isso os recompensa e o intensifica. Vergonha, Guterres”, escreveu.

A reação ocorreu após Guterres condenar os bombardeios realizados por Israel em Beirute, capital do Líbano. O secretário-geral da ONU declarou que condena “veementemente os ataques israelenses de hoje em Beirute” e criticou a realização da ofensiva em meio ao cessar-fogo e às negociações diplomáticas envolvendo Estados Unidos e Irã.

Em sua manifestação, Guterres também pediu “máxima moderação” aos envolvidos no conflito no Oriente Médio. Segundo ele, a escalada militar ocorre em um momento em que se espera avanços para uma solução pacífica da crise regional e tem provocado impactos significativos na economia global.

Israel voltou a atacar Beirute neste domingo. De acordo com as Forças de Defesa de Israel (FDI), a operação teve como alvo infraestruturas do Hezbollah e foi realizada em retaliação ao lançamento de projéteis contra militares israelenses no norte do território libanês.

Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também havia criticado a ofensiva israelense contra a capital libanesa. Na noite de domingo, ele anunciou que os EUA e o Irã chegaram a um consenso para um acordo de paz, que deverá ser assinado na próxima sexta-feira (19/6).