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Sobe para quatro o número de mortes em conflitos na Venezuela

A ONG Observatório de Conflitos informou que dois adolescentes perderam a vida após serem atingidos por tiros durante confronto

02/05/2019 13:18, atualizado 02/05/2019 13:36
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Daniel Blanco/Anadolu Agency/Getty Images
Sobe para quatro o número de mortes em conflitos na Venezuela

Subiu para quatro o número de mortes em decorrência das violentas manifestações na Venezuela. As informações são da organização não governamental venezuelana Observatório de Conflitos. De acordo com o grupo, dois adolescentes de 14 e 16 anos perderam a vida após serem atingidos por tiros. Até a noite dessa quarta-feira (01/05/2019), havia a confirmação de que duas pessoas perderam a vida no conflito, que entra no quarto dia, entre venezuelanos e as forças armadas do país,

Desde a última terça-feira (30/04/2019), a população tem saído às ruas de Caracas, capital venezuelana, e outras cidades, para protestar contra o regime de Nicolás Maduro. O líder oposicionista e autodeclarado presidente interino, Juan Guaidó, convocou greve geral e afirmou que as manifestações continuam até a saída de Maduro do poder.

Veja imagens dos conflitos na Venezuela:

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Reprodução/Tele 13

O líder da oposição disse que é chegada a hora de acabar com a “usurpação do poder” e exige a retirada do presidente. Nas redes sociais, Guaidó falou, nessa quarta-feira, que houve 397 manifestações em todo o país, 97 pontos de concentração, dos quais 23 foram “brutalmente reprimidos”. Além disso, segundo ele, 32 pessoas foram presas e 25 ficaram feridas nos conflitos.

“Estamos diante de um regime que perdeu o controle. Quanto mais formos às ruas, mais perto estaremos”, afirmou o venezuelano no Twitter.

Reação
Em resposta, Nicolás Maduro fez um pronunciamento à nação, às 5h da manhã no horário local (6h em Brasília), nesta quinta-feira (02/05/2019) em rede nacional. Ele pediu aos militares que acabem com as “tentativas golpistas”.

A transmissão ocorreu no Forte Tiuna, quartel da Força Armada Nacional Bolivariana. A cerimônia teria contado com a presença de 4,5 mil soldados militares, segundo informações do governo. “Estamos em combate para desarmar qualquer traidor, qualquer golpista”, afirmou o presidente do país.