
Sheinbaum diz que direita internacional quer interferir em eleições
Claudia Sheinbaum pediu espera pelo 2º turno no Brasil, mas fez alerta sobre a tentativa de interferência nas eleições
06/10/2026 16:59

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou, nessa segunda-feira (5/10), que é preciso aguardar o segundo turno das eleições presidenciais brasileiras antes de avaliar o resultado da disputa.
Porém, quando questionada sobre denúncias de uma possível interferência dos Estados Unidos em favor do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), ela falou sobre uma possível interferência.
“A direita internacional, sim, quer intervir. Temos denunciado isso”, declarou.
A declaração foi dada durante a tradicional entrevista coletiva matinal de Sheinbaum, conhecida como Mañanera, um dia após Flávio Bolsonaro terminar o primeiro turno à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e avançar para a segunda etapa da disputa.
A fala ocorreu em meio a relatos e acusações sobre uma possível interferência norte-americana nas eleições brasileiras. No último domingo (4/10), que marcou o primeiro turno das eleições presidenciais no Brasil, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, afirmou não existir “nenhum indicativo” de interferência internacional no pleito.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesSegundo ele, relatórios do TSE, da PF e da Abin não apontam ameaças ao pleito.
A declaração ocorreu após EUA e Austrália suspenderem serviços consulares no Brasil por questões de segurança. No mesmo dia, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, afirmou que a corporação abriu investigação sobre uma possível interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras.
Sheinbaum evita comentar cenário brasileiro
Apesar de fazer referência à interferência externa, Sheinbaum evitou avaliar diretamente a disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro.
Durante a coletiva, ela foi questionada sobre o avanço da direita na América Latina após o primeiro turno brasileiro e sobre uma eventual mudança do eleitorado da região em direção a candidatos conservadores.
“Não posso opinar sobre Brasil, nem Bolívia, nem Argentina. Posso opinar sobre o México”, afirmou.
A partir daí, Sheinbaum passou a apresentar sua própria avaliação sobre a direita.
Segundo ela, a corrente política não defenderia os interesses da população e estaria associada à defesa de interesses econômicos, racismo e desigualdade.
A líder mexicana também relacionou a direita ao autoritarismo e à violência e comparou setores conservadores mexicanos ao porfiriato, período da história do México associado ao governo de Porfirio Díaz.









