Senado do Paraguai retoma nesta sexta sessão sobre impeachment de Peña
Santiago Peña deverá apresentar sua defesa nesta sexta. Após isso, os parlamentares deverão analisar as provas e fazer uma votação

O Senado do Paraguai retomou a votação do processo de impeachment do presidente Santiago Peña na manhã desta sexta-feira (6/11). A sessão começou pouco depois das 10h. Horas antes da sessão, a defesa de Peña pediu mais 72 horas para apresentar a defesa contra a ação.
Agora, antes de começar a votação do processo, o Senado vai avaliar se aceitam o pedido da defesa do presidente. Depois, caso não acatem, é que os parlamentares deverão analisar as provas, ouvir os argumentos das partes e realizar uma votação nominal sobre o impeachment. Caso aceitem a solicitação de Peña, a análise será adiada novamente.
Para aprovar a destituição do presidente paraguaio, são necessários pelo menos 30 votos dos 45 senadores. Caso o afastamento seja aprovado, o vice-presidente Pedro Alliana deverá assumir a Presidência da República, conforme a ordem de sucessão constitucional.
A intenção é terminar todo o processo ainda nesta sexta-feira.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesO pedido de impeachment foi apresentado por um grupo de deputados na quarta-feira (4/11). Um dia depois, Peña anunciou a renúncia em um vídeo nas redes sociais. “Nenhum cargo pode estar acima do bem-estar do Paraguai”, disse na publicação.
A renúncia, contudo, não foi aceita, e a Câmara aprovou a abertura do processo de impeachment. O caso foi ao Senado, que iniciou o julgamento na própria quinta-feira.
O que pesa contra Peña
O presidente é acusado de favorecer o Grupo Vázquez, controlador do Ueno Bank. Peña foi acionista do grupo até março de 2025. Ele também é acusado de omissão na fiscalização por parte do Banco Central do Paraguai (BCP). O presidente anterior da instituição, Carlos Carvallo, dirigira o banco digital até 2023.
Peña também foi responsabilizado pelo impacto na confiança no sistema financeiro. Ainda pesa contra o presidente uma suposta intervenção indevida no IPS (órgão que administra as aposentadorias e a saúde dos trabalhadores). O Ueno Bank administrava quase R$ 4,5 bilhões em recursos públicos, incluindo Previdência.
Há indícios ainda de enriquecimento ilícito.
