Sem acordo com russos, Ucrânia tenta evacuar Mariupol e outras cidades

Mais de 100 mil refugiados conseguiram escapar das zonas de batalha usando corredores humanitários nos últimos dias, mas há gargalos

atualizado 11/03/2022 7:04

Refugiados da guerra na UcrâniaSebastian Gollnow/picture alliance via Getty Images

Com a infraestrutura de várias regiões cada vez mais afetada pelos bombardeios russos, a Ucrânia tenta nesta sexta-feira (11/3) abrir sete corredores humanitários a fim de evacuar a população civil para locais onde ainda há comida, água e aquecimento. A iniciativa não conta com a aprovação dos invasores russos, que propõem corredores de retirada de civis, mas para a própria Rússia.

A situação mais dramática, segundo a ministra da Reintegração dos Territórios ucraniana, Iryna Vereshchuk, é a cidade portuária de Mariupol, onde uma população de 400 mil pessoas está presa enquanto ocorrem bombardeios diários e um cerco que tem praticamente impossibilitado a evacuação.

Nesta terça, as autoridades ucranianas tentam abrir caminho de Mariupol, onde não há energia elétrica ou água encanada funcionando há mais de uma semana, para Zaporizhzhia.

As outras rotas planejadas pelos ucranianos são: Volnovakha-Pokrovsk; Polohy-Zaporizhzhia; Enerhodar-Zaporizhzhia e Izium-Lozova.

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Além de Mariupol, os ucranianos têm enfrentado dificuldades para evacuar Volnovakha e acusam os russos de transformarem os corredores em campos minados.

Apesar das dificuldades, ao menos 100 mil refugiados conseguiram fugir de regiões conflagradas nos últimos três dias, segundo o governo do país.

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