Secretário de Energia dos EUA vai à Venezuela discutir acordo petrolífero
Secretário de Energia dos EUA visita a Venezuela após acordo histórico sobre 65 bilhões de barris de petróleo entre os dois países

Chris Wright, secretário de Energia dos Estados Unidos, se reuniu com a presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, para tratar do acordo bilionário entre os dois países. A reunião ocorreu nesta quarta-feira (2/9), dias após o anúncio do pacto sobre 65 bilhões de barris de petróleo venezuelanos, cujo maior controle deve ficar nas mãos dos norte-americanos.
O Palácio de Miraflores, sede do governo venezuelano localizado na capital Caracas, foi o palco do encontro.
Esta é a segunda vez que Wright visita a Venezuela. A primeira delas aconteceu em fevereiro deste ano, logo após o governo dos EUA flexibilizar sanções contra o setor petrolífero venezuelano.
A mídia estatal venezuelana não deixou claro se o acordo será assinado durante a visita do secretário de Energia norte-americano. Para avançar, a medida precisa ser aprovada pela Assembleia Nacional do país — que respaldou o pacto energético, assim como a Força Armada Nacional Bolivariana da Venezuela (FANB).
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesAinda assim, uma série de acordos entre a Petróleos de Venezuela S.A (PDVSA) e empresas estrangeiras foram assinados sob a presença de Delcy Rodríguez e Chris Wright.
Delcy, que está no comando do país desde a queda de Nicolás Maduro em janeiro, voltou a afirmar que a Venezuela mantém soberania e propriedade sobre o petróleo negociado.
O acordo entre EUA e Venezuela prevê a exploração de 17 campos petrolíferos do país, com capacidade de produzir até 65 bilhões de barris de petróleo.
A operação será conduzida pela empresa petrolífera venezuelana North American Blue Energy Partners (Nabep), que ganhou concessões de 100 anos para explorar os campos. A companhia concedeu uma participação de 35% ao Departamento de Guerra dos EUA.
De acordo com documento divulgado pela Casa Branca, o governo norte-americano poderá nomear e vetar membros do conselho de administração da Nabep — que deve ser composto majoritariamente por cidadãos dos EUA. O texto ainda prevê que Washington poderá comprar 20% de toda a produção a preços de custo.
Em troca, a empresa por trás da operação deve investir US$ 100 bilhões no setor petrolífero venezuelano. A estimativa do governo de Delcy Rodríguez é de que o acordo renda cerca de US$ 209 bilhões em tributos para os cofres da Venezuela.
O valor, afirma a presidente interina do país, será destinado à reconstrução econômica do país, além de investimentos em setores públicos como saúde e educação.



