Varíola dos macacos: porta-voz da OMS denuncia violência a animais

Margaret Harris reforçou que os surtos atuais são motivados pela transmissão entre humanos, e não animais. OMS avalia alterar nome da doença

atualizado 09/08/2022 17:14

Foto colorida de mão com eczema Unsplash/Reprodução

Na manhã desta terça-feira (09/08), em coletiva de imprensa à Genebra, a porta-voz da Organização Mundial de Saúde (OMS), Margaret Harris, se posicionou contra atos de violência a animais por temor de contaminação pela monkeypox.

A epidemiologista apontou que o atual surto da doença é por conta da transmissão entre humanos, e não animais.

“A transmissão que estamos vendo agora com o grande surto de varíola dos macacos é uma transmissão de pessoa para pessoa. O vírus está em alguns animais, e vemos um salto para os humanos, mas não é isso que estamos vendo agora. O risco de transmissão vem de outro ser humano”, destacou Harris.

De acordo com reportagem do G1, em menos de uma semana, sete macacos foram resgatados em áreas de mata em Rio Preto (SP) com sinais de possível intoxicação. A suspeita é de que esses animais tenham sido envenenados depois da confirmação de três casos positivos da varíola dos macacos na cidade.

Os ataques reforçam a possibilidade da OMS mudar o nome da doença, assim chamada porque foi primeiro identificada em primatas.

Margaret pediu ainda que animais e pessoas não sejam discriminados. “Então não estigmatize nenhum animal ou qualquer ser humano porque se você fizer isso, teremos um surto muito maior”, acrescentou.

Após cientistas escreverem uma carta à organização solicitando mudança na nomenclatura, a OMS está avaliando a mudança do nome da doença. O Brasil já contabiliza mais de 2000 casos da varíola dos macacos.

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