Compostagem de humanos deve começar em 2021 nos Estados Unidos

Os cadáveres serão colocados dentro de um compartimento reutilizável e serão cobertos com lascas de madeira, alfafa e feno

atualizado 13/12/2019 18:44

A compostagem de corpos humanos deve começar a funcionar em 2021 na cidade de Seattle, nos Estados Unidos, dentro de um estabelecimento próprio para o processo. Liderado por Katrina Spade, da empresa Recompose, o projeto se deu após acordo na legislação estadual para autorizar o procedimento na região.

De acordo com Katrina, o objetivo da compostagem é impedir emissões de dióxido de carbono (CO2) que ocorrem por meio de cremações e da fabricação de caixões e túmulos. Além disso, o processo minimiza o desperdício e evita a poluição das águas subterrâneas.

A proposta se baseia em colocar o cadáver dentro de um compartimento reutilizável e cobri-lo com lascas de madeira, alfafa e feno para mantê-lo arejado. Conforme a Recompose, o processo faz com que bactérias trabalhem mais rápido na decomposição do corpo.

Alguns cadáveres, contudo, não poderão ser depositados no compartimento, como os de pessoas que tiveram doenças contagiosas, como o Ebola. Para quem usou marca-passo ou morreu com implantes dentários, os artefatos serão retirados antes da instalação.

A decomposição do corpo deve durar alguns meses e variar para cada pessoa. Os restos integrados ao solo poderão ser levados para áreas de conservação em Seatlle ou recolhidos pelos familiares.

O projeto foi desenvolvido com ajuda da pesquisadora Lynne Carpenter-Boggs, do Urban Death Project, e deve custar aproximadamente U$ 5,5 mil (R$ 22 mil) para a compostagem de cada corpo. Com informações da revista Galileu.

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