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Rússia acusa Ucrânia de violar cessar-fogo: “Números falam por si”

Porta-voz da Rússia, Dmitry Peskov, cita mais de 6 mil violações durante cessar-fogo da Páscoa e acusa forças ucranianas de manter ataques

Repórter de Mundo14/04/2026 19:45
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Arte/Metrópoles
Putin e Zelensky

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, acusou nesta terça-feira (14/4) as forças ucranianas de cometerem milhares de violações durante o cessar-fogo temporário da Páscoa ortodoxa na guerra com a Rússia.

Em coletiva de imprensa, Peskov afirmou que os dados divulgados pelo Ministério da Defesa russo indicam um alto número de ataques por parte de Kyiv durante o período de trégua.

“Os números falam por si, houve realmente muitas violações”, declarou.

Segundo o governo russo, foram registradas 6.558 violações do cessar-fogo, incluindo 5.844 ataques com drones e 694 ações envolvendo artilharia e tanques contra posições russas.

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Ucrânia acusa Rússia de violar trégua e rejeitar esforços de paz
Vladimir Putin faz visita ao posto de comando da Força Conjunta
Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia
Porta-voz do Kremlin, Peskov
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Porta-voz do Kremlin, Peskov

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Vladimir Putin faz visita ao posto de comando da Força Conjunta
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Kremlin
Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia
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Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia

Tom Nicholson/Getty Images

Ainda de acordo com Moscou, forças ucranianas teriam atingido um posto de combustível da estatal russa Rosneft na região de Kursk. O ataque deixou uma mulher ferida, que estava com o filho de um ano no momento da explosão.

Ambos foram hospitalizados e, segundo autoridades locais, estão em recuperação.

Cessar-fogo de Páscoa

A trégua havia sido proposta pelo presidente russo, Vladimir Putin, com duração de dois dias durante o feriado religioso. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, aceitou a proposta e afirmou que o país adotaria medidas “simétricas”, defendendo uma Páscoa sem ataques e com avanços rumo à paz.

Apesar disso, acusações de descumprimento do cessar-fogo voltaram a marcar o conflito, que já dura mais de quatro anos e segue sem perspectivas concretas de resolução.

Autoridades ucranianas ainda não haviam comentado diretamente os números apresentados por Moscou até a última atualização.

No entanto, historicamente, episódios de trégua no conflito têm sido acompanhados por denúncias mútuas de violações entre os dois lados, o que dificulta a implementação de pausas duradouras nas hostilidades.