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Rússia: mísseis Tomahawk na Ucrânia seriam “espiral séria de escalada”

Porta-voz do Kremlin, Peskov, alerta que mísseis ofertados à Ucrânia podem carregar ogivas nucleares e agravar tensões entre Rússia e EUA

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1 de 1 Imagem colorida mostra Vladimir Putin e Donald Trump - Metrópoles - Foto: Mikhail Svetlov/Getty Images

A Rússia afirmou nesta terça-feira (7/10) que o possível envio de mísseis de cruzeiro Tomahawk pelos Estados Unidos à Ucrânia representa uma “espiral séria de escalada” no conflito. A declaração foi feita pelo porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, que destacou o potencial nuclear dessas armas e os riscos de ampliar o confronto entre Rússia e Ocidente.

“Isso implicará uma grave espiral de escalada, que, no entanto, não será capaz de mudar a situação do campo de batalha para o regime de Kiev. Mas é importante lembrar que esses mísseis podem ser equipados com ogivas nucleares”, afirmou Pesko.

A declaração de Peskov acontece após recentes falas do presidente norte-americano, Donald Trump, que disse ter “mais ou menos tomado uma decisão” sobre o fornecimento de Tomahawks, mas queria saber qual seria o uso planejado por Kiev.

Peskov acrescentou que o Kremlin ainda aguarda “declarações mais claras” de Washington e observou que, durante o governo Biden, os Estados Unidos costumavam enviar armas antes de formalizar anúncios oficiais.

Putin vê risco de ruptura na relação Rússia-EUA

No domingo (5/10), o presidente Vladimir Putin advertiu que o envio dos Tomahawks à Ucrânia poderia destruir as relações entre Moscou e Washington. Na visão do líder do Kremlin, o uso desses mísseis exigiria envolvimento direto das forças americanas, o que representaria uma nova fase do conflito.

“Isso arruinará nossas relações, ou pelo menos a tendência positiva emergente nelas”, disse Putin.

Alcance e impacto

Os mísseis Tomahawk têm alcance de até 2.500 quilômetros, o suficiente para atingir não apenas posições na Ucrânia, mas também Moscou e outras regiões da Rússia europeia. O vice-presidente americano JD Vance confirmou recentemente que Washington avalia fornecer os mísseis a aliados da Otan, que poderiam repassá-los a Kiev — mas a decisão final depende de Trump.

As declarações marcam mais um capítulo da tensão entre Rússia e Estados Unidos, menos de dois meses após a cúpula entre Trump e Putin no Alasca. Desde então, o diálogo entre os dois líderes tem se deteriorado, com trocas de críticas públicas e acusações de falta de compromisso com a paz.

Enquanto Trump tem chamado a Rússia de “tigre de papel”, Putin rebateu dizendo que talvez a própria Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) seja o verdadeiro tigre de papel, incapaz de conter o avanço russo no Leste Europeu.

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Putin e Trump no Alasca em agosto de 2025
Encontro entre Trump e Putin teve várias pautas
Encontro entre Vladmir Putin e Donald Trump
Donald Trump segurando foto que tirou em cúpula no Alasca com Putin
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Donald Trump segurando foto que tirou em cúpula no Alasca com Putin

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Putin e Trump no Alasca em agosto de 2025
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Putin e Trump no Alasca em agosto de 2025

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Encontro entre Trump e Putin teve várias pautas
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Encontro entre Trump e Putin teve várias pautas

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Encontro entre Vladmir Putin e Donald Trump
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Encontro entre Vladmir Putin e Donald Trump

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