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Mundo

Rússia considera inaceitável "congelamento" da guerra com a Ucrânia

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, também fez críticas aos Estados Unidos e ao presidente Joe Biden

Repórter de Mundo20/11/2024 08:47, atualizado 20/11/2024 09:29
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Contributor/Getty Images
Desfile na Rússia com armas nucleares

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou nesta quarta-feira (20/11) que um “congelamento” do conflito na Ucrânia nas linhas de frente atuais seria inaceitável para o governo russo. Declaração foi dada durante coletiva de imprensa.

Segundo o The Guardian, Peskov comentou que a Rússia acredita que o governo dos Estados Unidos, sob a liderança de Joe Biden, tem demonstrado postura contínua em relação à guerra na Ucrânia, e que está fazendo o possível para manter esse apoio à Ucrânia.

Peskov também comentou que a decisão do presidente da Rússia, Vladimir Putin, não foi alterada pela postura dos EUA de permitir o uso de mísseis de longo alcance pelos ucranianos, mas que foram ordenadas verificações de segurança em instalações de infraestrutura crítica.

Ucrânia ataca com mísseis dos EUA

A Ucrânia realizou um ataque inédito contra a Rússia, nessa terça-feira (19/11), utilizando mísseis de longo alcance enviados pelos Estados Unidos. A ofensiva ocorreu na data em que a guerra completou 1 mil dias, após Biden autorizar o uso dos artefatos contra o território russo.

O presidente dos Estados Unidos autorizou o uso do Sistema de Mísseis Táticos (Himars, sigla em inglês), que tem alcance de cerca de 80 km, contra as forças russas posicionadas do outro lado da fronteira. No entanto, o presidente americano não permitiu o uso do ATACMS, um míssil de longo alcance de 300 km para a defesa da cidade de Kharkiv.