Republicano pede investigação sobre NFL por show de Bad Bunny
Republicano do Tennessee acusa apresentação de Bad Bunny no Superbowl de obscenidade e cobra apuração do Congresso sobre NFL e emissora NBC
atualizado
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O deputado republicano Andy Ogles, do Tennessee, solicitou nessa segunda-feira (9/2) que o Congresso dos Estados Unidos abra uma investigação formal contra a NFL e a emissora NBCUniversal devido ao show do intervalo do Super Bowl LX, protagonizado pelo cantor porto-riquenho Bad Bunny, nome artístico de Benito Antonio Martínez Ocasio. Para o parlamentar, a apresentação exibida no domingo (8/2) representou “pura obscenidade” transmitida em rede nacional.
Em publicação nas redes sociais e em carta enviada ao Comitê de Energia e Comércio da Câmara dos Representantes, Ogles acusou a liga e a emissora de terem conhecimento prévio e aprovado deliberadamente um espetáculo que, segundo ele, continha coreografias sugestivas e letras de teor sexual.
O congressista afirmou que o conteúdo seria “facilmente perceptível independentemente da barreira linguística”, apesar de o artista não ter cantado os versos mais explícitos de suas músicas.
🚨The Apple Music Super Bowl LX Halftime Show was pure smut, brazenly aired on national television for every American family to witness. Children were forced to endure explicit displays of gay sexual acts, women gyrating provocatively, and Bad Bunny shamelessly grabbing his… pic.twitter.com/wcWTofhQQn
— Rep. Andy Ogles (@RepOgles) February 9, 2026
Espetáculo do intervalo
- O show de Bad Bunny foi o primeiro do intervalo do Super Bowl apresentado quase inteiramente em espanhol e, de acordo com dados divulgados nos EUA, tornou-se o mais assistido da história, com mais de 135 milhões de espectadores.
- Para Ogles, no entanto, a apresentação “glorificou atos indecentes” e violou regras que, segundo ele, proíbem esse tipo de conteúdo em transmissões públicas.
- Na carta, o deputado pede que o comitê investigue o grau de conhecimento dos executivos da NFL e da NBC sobre o repertório e a coreografia, além dos processos internos de revisão, tradução das letras e aplicação de protocolos de segurança, como atraso na transmissão.
- Ogles afirma ser “altamente implausível” que a emissora e a liga não soubessem previamente do conteúdo apresentado.
A reação conservadora ao show também foi impulsionada por Donald Trump, que classificou a apresentação como “absolutamente terrível” e “uma afronta à grandeza da América”. Outros parlamentares republicanos aliados do movimento “Make America Great Again” (MAGA) se manifestaram na mesma linha.
O deputado Randy Fine, da Flórida, afirmou nas redes sociais que a apresentação foi “ilegal” e disse que pretende acionar a Comissão Federal de Comunicações (FCC) para avaliar possíveis sanções.








