Quase 30 palestinos morrem em ataques israelenses na Faixa de Gaza

Os ataques contra a Faixa de Gaza ocorrem enquanto as negociações de cessar-fogo entre Israel e o Hamas estão travadas

atualizado

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Hamza Z. H. Qraiqea/Anadolu via Getty Images
Imagem colorida de prédio comercial após ataque israelense contra a Faixa de Gaza em 9 de julho de 2025 - Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida de prédio comercial após ataque israelense contra a Faixa de Gaza em 9 de julho de 2025 - Metrópoles - Foto: Hamza Z. H. Qraiqea/Anadolu via Getty Images

A Defesa Civil relatou pelo menos 29 mortes em novos ataques israelenses na Faixa de Gaza entre a noite de sábado (12/7) e madrugada de domingo (13). As negociações indiretas de cessar-fogo entre Israel e o Hamas continuam paradas. As duas partes em conflito se acusam mutuamente de entravar as discussões iniciadas em 6 de julho em Doha por meio de mediadores internacionais — Catar, Egito e Estados Unidos.

Segundo as autoridades palestinas, entre os mortos estão crianças. No campo de refugiados de Nuseirat, no centro do território, 10 pessoas morreram em outro ataque, acrescentou a organização de primeiros socorros, oito no início da manhã, perto de um ponto de distribuição de água potável.

O exército israelense, entrevistado pela AFP, afirmou estar investigando essas informações.

Todos os dias, a Defesa Civil relata mortes em bombardeios israelenses no território. Imagens da AFP mostram corpos, incluindo de crianças, sendo transportados para hospitais de Gaza quase diariamente.

Dadas as restrições impostas à mídia por Israel, que está sitiando Gaza, e as dificuldades de acesso ao local, veículos de imprensa não podem verificar de forma independente os relatos e as alegações dos dois lados.

Negociações travadas

No sábado (12), uma fonte palestina próxima às negociações disse que o Hamas rejeitou “totalmente” um plano de cessar-fogo israelense que prevê a “manutenção de suas forças em mais de 40% de Gaza”.

As negociações em Doha estão encontrando “obstáculos e dificuldades”, disse a mesma fonte à AFP, questionando a “insistência de Israel” no plano. Segundo o informante, o exército israelense está considerando a redistribuição de tropas por todo o território.

O objetivo de Israel é “aglomerar centenas de milhares de deslocados” no sul de Gaza, “em preparação para um deslocamento forçado da população para o Egito ou outros países”, disse a mesma fonte.

Ajuda humanitária

Uma segunda fonte palestina, no entanto, relatou “progresso” em questões relacionadas à entrada de ajuda humanitária em Gaza e à troca de reféns por prisioneiros palestinos mantidos por Israel.

“Israel demonstrou sua disposição de ser flexível nas negociações”, retrucou uma autoridade israelense, enquanto a mídia local noticiava que um novo plano de retirada do exército poderia ser apresentado em Doha.

A autoridade acusou o Hamas de se recusar a “chegar a um acordo” e de travar “guerra psicológica com o objetivo de sabotar as negociações”.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, reafirmou os objetivos do país nos últimos dias: libertar os reféns ainda detidos, desarmar o Hamas e expulsá-los de Gaza.

Em Tel Aviv, milhares de pessoas se reuniram, como fazem todos os sábados à noite, para exigir a devolução dos reféns. “A janela de oportunidade para trazer todos os reféns para casa está aberta por enquanto, mas não por muito tempo”, disse o ex-refém libertado, Eli Sharabi.

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